terça-feira, 5 de abril de 2011

Câmara cercada pela polícia! Computadores apreendidos no Reino da Banheirolândia!

   No final da tarde de segunda-feira (04/40/2011), policiais e agentes do MP cercaram a Câmara de São Pedro da Aldeia para a busca e apreensão de computadores dos servidores envolvidos na licitação das famosas obras dos banheiros dos vereadores com chuveiros apontada como fraude em ação do Ministério Público Estadual. Vários computadores (CPU e Laptops) foram apreendidos na Câmara e na casa dos servidores acusados.


Veja a matéria do portal do Ministério Público do Rio de Janeiro. Se preferir, vá direto ao site do MP-RJ clicando aqui nesse LINK


05/04/2011


GAECO denuncia servidores e faz buscas na Câmara de São Pedro da Aldeia

   O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO) junto com o Grupo de Apoio aos Promotores (GAP) de Macaé e de Cabo Frio cumpriram mandados de busca e apreensão, nesta segunda-feira (04/04), na Câmara Municipal de São Pedro da Aldeia, Região dos Lagos. A medida foi determinada pela Justiça após receber a denúncia contra cinco servidores envolvidos em uma fraude na execução de obras de construção, reforma e modificação dos dez gabinetes de vereadores. Jeronimo Farias de Melo, Rafael Carvalho da Silva, Daniel Augusto Monteiro de Almeida, Maurício José Alves e Maurício José Alves Júnior responderão a ação penal pelo crime de fraude em licitação por terem criado empresas fantasmas para burlar a concorrência da obra, orçada em R$ 331.120,42.

   Os gabinetes onde os denunciados trabalhavam foram revistados. Entre o material apreendido na Câmara, constam três computadores e um Notebook, que foi encontrado na mochila de Daniel. Além disso, um computador e um Netbook foram apreendidos na casa de Jeronimo. Por requerimento do GAECO deferido pelo juízo da Vara Criminal da Comarca de São Pedro da Aldeia, eles foram afastados de suas funções.

   O contrato, firmado pela Câmara com a empresa Coelho Alves Construções Ltda. incluía a construção de banheiros privativos, quatro novos gabinetes, sala de recepção e de estar, dois banheiros coletivos, ampliação do gabinete da Presidência e duas salas administrativas, além de garagem e um pequeno prédio denominado "anexo administrativo". Para desviar recursos, a comissão de licitação - presidida por Farias e integrada por Carvalho e Almeida - montou um processo administrativo com empresas de fachada.

   Jeronimo Farias de Melo, principal articulador da fraude, acumulou funções incompatíveis, como gestor do referido contrato e como advogado das sociedades empresariais concorrentes Amah Incorporação Construção Ltda. e da Cintra e Cardoso Construção Civil Ltda., que fora considerada inabilitada.

   Pai e filho, Maurício José Alves e Maurício José Alves Júnior atuaram integrando duas sociedades distintas - a Amah e a vencedora do certame, Coelho Alves Contruções Ltda. Júnior é presidente do Diretório Municipal do PTC, partido ao qual o presidente da Câmara, Aguinaldo Sodré, é filiado.

   Conforme constatado ao longo da investigação, das cinco empresas participantes, três - Amah, Uliana e Santos Saneamento Ltda. e Transcon 2007 Serviço e Construção Ltda. - simplesmente não existem nos endereços indicados.

   Outras "coincidências" vieram à tona, como o fato de Amah, Coelho Alves e a Cintra e Cardoso Ltda. terem o mesmo contador; erros de grafia idênticos em documentos da Transcon e da Uliana e certidões da Receita Federal impressas pela Transcon e pela Coelho Alves em um mesmo computador.

   "Não houve licitação, mas uma articulação de pessoas que montaram uma 'licitação-fantasma'. O intuito delas era, criminosamente, frustrar a competição e a fiscalização pelos órgãos competentes obtendo, para si, os lucros decorrentes da execução do contrato pago pela Câmara Municipal", narram, na denúncia, os Promotores de Justiça Marcelo Maurício Arsenio Barbosa e Tulio Caiban Bruno.

   Leia a também a nossa entrevista com o promotor do MPE e a matéria do Jornal do Brasil abaixo.

Operação do MPE acusa servidores e empresários em licitação fantasma

Entrevista do Dr. Túlio Caiban Bruno, promotor do MPE em São Pedro da Aldeia (2º da dir. para a esq. na foto abaixo), ao jornalista Ricardo Cox, em 04/04/2011.


RC - Qual o propósito da ação do MPE na Câmara de São Pedro da Aldeia nessa segunda-feira, 04 de abril de 2011?


Promotor - É uma investigação do Grupo de Combate ao Crime Organizado do MP-RJ (Gaeco) com apoio do GAP (grupo de apoio aos promotores de Justiça de Cabo Frio) realizando a busca e apreensão de computadores na Câmara Municipal de São Pedro da Aldeia e na casa de três investigados, que são integrantes da Comissão de Licitação da Câmara dos vereadores. Essa ação penal tem cinco acusados: três servidores da CMSPA (o controlador Jeronimo Farias de Melo, Rafael C. da Silva e Daniel Augusto M. de Almeida), que já foram afastados de seus cargos e funções, por ordem do juiz, e dois empresários (pai e filho: Maurício J. Alves e Maurício J. Alves Jr.) da firma que “venceu” a licitação fraudulenta. Por isso, foi imputado a todos os acusados o crime previsto no artigo 90 da lei 8666 (das licitações).

RC- O que levou o MPE a essa conclusão, de que houve fraude na licitação das obras dos banheiros e outras dependências da Câmara?

Promotor - Vários atos encadeados nos levaram a essa conclusão. Eles montaram um procedimento fantasma com empresas de fachada, que após diligências não foram encontradas: pelo menos três delas não existem no mundo real e, além disso, havia relação entre sócios de empresas concorrentes, documentos das empresas concorrentes oriundas de um mesmo computador, com os mesmos erros de grafia, os mesmos erros de digitação, formando um conjunto concatenado de provas que nos levaram à conclusão de que essa licitação não aconteceu. Foi um processo fantasma que já se sabia quem seria o vencedor, com intuito de obter vantagens financeiras e outras.

RC - E o que deve acontecer com os vereadores e o presidente Aguinaldo Sodré, que ordenou a licitação?

Promotor - As investigações vão prosseguir nesse sentido, mas como os vereadores, pela constituição estadual, gozam de um foro especial por conta da função, eles têm que ser processados e julgados pelo órgão especial do Tribunal de Justiça.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

MP denuncia servidores e faz buscas na Câmara de Vereadores de São Pedro da Aldeia

Olha só o que a Beth Michel achou e me indicou...
Atenção! Transcrito "ipsis literis" do JB   Link para o  Jornal do Brasil

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO) junto com o Grupo de Apoio aos Promotores (GAP) de Macaé e de Cabo Frio cumpriram mandados de busca e apreensão, nesta segunda-feira (04/04), na Câmara Municipal de São Pedro da Aldeia, Região dos Lagos. A medida foi determinada pela Justiça após receber a denúncia contra cinco servidores envolvidos em uma fraude na execução de obras de construção, reforma e modificação dos dez gabinetes de vereadores.

Jeronimo Farias de Melo, Rafael Carvalho da Silva, Daniel Augusto Monteiro de Almeida, Maurício José Alves e Maurício José Alves Júnior responderão a ação penal pelo crime de fraude em licitação por terem criado empresas fantasmas para burlar a concorrência da obra, orçada em R$ 331.120,42.

Os gabinetes onde os denunciados trabalhavam foram revistados. Entre o material apreendido na Câmara, constam três computadores e um Notebook, que foi encontrado na mochila de Daniel. Além disso, um computador e um Netbook foram apreendidos na casa de Jeronimo. Por requerimento do GAECO deferido pelo juízo da Vara Criminal da Comarca de São Pedro da Aldeia, eles foram afastados de suas funções.

O contrato, firmado pela Câmara com a empresa Coelho Alves Construções Ltda. incluía a construção de banheiros privativos, quatro novos gabinetes, sala de recepção e de estar, dois banheiros coletivos, ampliação do gabinete da Presidência e duas salas administrativas, além de garagem e um pequeno prédio denominado “anexo administrativo”. Para desviar recursos, a comissão de licitação – presidida por Farias e integrada por Carvalho e Almeida – montou um processo administrativo com empresas de fachada.

Jeronimo Farias de Melo, principal articulador da fraude, acumulou funções incompatíveis, como gestor do referido contrato e como advogado das sociedades empresariais concorrentes Amah Incorporação Construção Ltda. e da Cintra e Cardoso Construção Civil Ltda., que fora considerada inabilitada.

Pai e filho, Maurício José Alves e Maurício José Alves Júnior atuaram integrando duas sociedades distintas – a Amah e a vencedora do certame, Coelho Alves Construções Ltda. Júnior é presidente do Diretório Municipal do PTC, partido ao qual o presidente da Câmara, Aguinaldo Sodré, é filiado.

Conforme constatado ao longo da investigação, das cinco empresas participantes, três – Amah, Uliana e Santos Saneamento Ltda. e Transcon 2007 Serviço e Construção Ltda. – simplesmente não existem nos endereços indicados.

Outras “coincidências” vieram à tona, como o fato de Amah, Coelho Alves e a Cintra e Cardoso Ltda. terem o mesmo contador; erros de grafia idênticos em documentos da Transcon e da Uliana e certidões da Receita Federal impressas pela Transcon e pela Coelho Alves em um mesmo computador.

“Não houve licitação, mas uma articulação de pessoas que montaram uma ‘licitação-fantasma’. O intuito delas era, criminosamente, frustrar a competição e a fiscalização pelos órgãos competentes obtendo, para si, os lucros decorrentes da execução do contrato pago pela Câmara Municipal”, dizem, na denúncia, os Promotores de Justiça Marcelo Maurício Arsenio Barbosa e Tulio Caiban Bruno.

terça-feira, 29 de março de 2011

Denúncia: cidadão e imprensa apontam crime ambiental da prefeitura

  Vejam como funciona a "Rede da Cidadania". Roberto, um cidadão aldeense, indignado com o que viu, ligou para a produção do Programa Amaury Valério (jornalista Fernanda Carriço) da Rádio Ondas 97,7 FM e falou sobre o problema.
  Eu ouvi o Roberto na rádio e avisei a InterTV sobre a questão, acrescentando várias  informações sobre o caso. A produtora Mônica (gaúcha) da InterTV foi rápida. Avisou sua chefia que fez contato com o Roberto e enviou uma equipe para constatar o fato. Resultado? Bingo!  E ainda flagraram um caminhão da PMSPA descarregando "lixo" no local. (A prefeitura de São Pedro da Aldeia parece que também ouviu a rádio pois, coincidência (?) alguém apareceu para colocar fogo e tentar apagar as pistas). "Foram dois crimes..." creio eu.

Vejam abaixo a matéria que saiu 28/03 na TV e ainda está na Internet no site In360 (aqui o link para a página da InterTV).


Caminhão é flagrado jogando dejetos em lixão clandestino em área da prefeitura de São Pedro da Aldeia
   Um lixão clandestino foi encontrado em área da prefeitura de São Pedro da Aldeia. Nesta tarde desta segunda-feira (28), a equipe de reportagem do RJ INTERTV 1ª Edição flagrou caminhões despejando dejetos no local.

   Toneladas de galhos e troncos de árvores estavam pegando fogo e no local há também entulho de construções e lixo doméstico. Tudo jogado no terreno do polo rural de São Pedro.

Agora só falta os órgãos competentes atuarem nessa "Rede da Cidadania", certo?
Vamos ficar de olho! Pois aqui é muito comum esse crime ficar sem punição, não é mesmo?

segunda-feira, 28 de março de 2011

Viva a verdadeira Democracia!


   Os blogueiros da Região dos Lagos são convidados para participar do ato "NÃO TOQUEM NOS BLOGUEIROS", que será realizado na Praça do Bairro Peixoto (Copacabana), nesta quarta-feira (30/03), às 19h.

   Na ocasião será prestada homenagem ao blogueiro Ricardo Gama, que levou vários tiros, como tentativa de silenciá-lo.

   E não se esqueça! No reino da banheirolândia sua opinião também pode ser censurada!

sexta-feira, 25 de março de 2011

Professor Chicão no Paredão de sábado 02/04


   Foi transferido para Sábado (02/04), às 19 horas, o quadro Paredão do programa Elitte (de Pierre Sampaio) na TV Litoral, Canal 11 (a cabo) de Cabo Frio, que apresenta a entrevista a Ricardo Cox (Eu) do blogueiro, professor e doutor em História, José Francisco de Moura, mas conhecido como Professor Chicão.


   Política, Internet, Justiça, Corrupção, são alguns dos assuntos debatidos livremente nesta entrevista com o contundente e indignado professor, que possui um dos blogs mais acessados da Região dos Lagos.

   Não Perca! Sábado (02/04), às 19 horas, na TV Litoral, Canal 11 (a cabo) de Cabo Frio, com repetição às 13h de domingo e também na segunda-feira (13h).

terça-feira, 22 de março de 2011

Salineira abandona São Pedro novamente?


   Segundo informações de seus funcionários, a empresa de ônibus Salineira (Viação São Pedro) pode abandonar a qualquer momento (mais uma vez) a cidade de São Pedro da Aldeia.

   Operando de forma precária e provisória o transporte coletivo municipal desde 14/12/2009, a Viação São Pedro contava com apenas 12 ônibus para atender mais de 85 mil habitantes na cidade. Antes de 2009, a licitação vencida pela Viação Aldeense, obrigava a empresa de ônibus a ter 23 veículos para atender às seis linhas municipais. Veio a intervenção do atual prefeito e a Salineira foi contratada emergencialmente (sem licitação) por seis meses, com a promessa de Carlindo de licitar, até junho de 2010, uma empresa de ônibus municipal. Até hoje nada aconteceu. O número de ônibus caiu pela metade e a população teve que ficar mais tempo esperando no ponto.

   2011 chegou mas, tirando o aumento do preço da passagem municipal, de R$2,00 para R$2,30, tudo ficou na mesma. Os estudantes aldeenses continuam tendo que pagar passagem nas linhas municipais e o empresário responsável pela Viação São Pedro diz, ainda, estar prestando um favor à cidade pois, segundo ele, as linhas são deficitárias.

   Nesse tempo, o prefeito aldeense concedeu mais de 200 permissões a novos "taxistas" que puderam colocar seus veículos na praça e passaram a fazer concorrência à empresa de ônibus, com as "famosas" lotadas, cobrando R$ 2,50 por passageiro.

   O Ministério Público diz acompanhar a situação mas não se conhece qualquer atitude da justiça nessa questão. Da audiência pública em que Chico Bala foi apresentado como secretário municipal de transporte de São Pedro até pouco depois da falsificação da Ata da Câmara Aldeense não se tem notícia de movimentação significativa do inquérito do MP.


  Tudo indica que, em matéria de transporte coletivo, os aldeenses abandonados pelo prefeito, vereadores e pela Justiça, vão continuar a pé por muito tempo. Principalmente se não reclamarem seus direitos.

sexta-feira, 4 de março de 2011

"Trem da Alegria" no Reino da Banheirolândia


Câmara aprova criação de 332 cargos sem concurso público...
por Marcos Salaibe                                                       acesse o link do blog clique aqui

   Na sessão de 03 de fevereiro, a Câmara de São Pedro da Aldeia aprovou mensagem do prefeito criando 332 cargos sem concurso público. Todos na área de saúde. Na mesma sessão, foram recusados requerimentos que solicitavam esclarecimentos sobre a situação da Saúde no Município.

   Isso significa que o prefeito pode contratar quem quiser, como quiser e nem dar nenhuma explicação. Os vereadores passaram um cheque em branco - às vésperas de um ano eleitoral.

   Somente votaram contra - e tentaram moralizar a situação - os vereadores Adalberto Amaral (PT), Jorginho (PTC) e Nicácio (PT do B). A bancada "governista" apenas fez seu papel: votou a favor da criação de cargos e contra quaisquer informações.

   O vereador Nicácio disse que "quando vierem me perguntar sobre concurso público, vou dizer para procurar o Kaká (vereador) e outros vereadores que votaram a favor desse projeto". Adalberto disse que faltou "bom senso" ao se criar os cargos.

   A verdade é que tudo soa muito estranho. 332 cargos sem concurso público! Onde esse pessoal todo vai ser lotado? Por que tanta gente? Não há médicos, enferemeiros e outros funcionários em São Pedro? Como, então, funcionam os postos de saúde? Para se ter uma ideia, a rede municipal de ensino conta com pouco mais de 500 professores - em trinta escolas. E há menos de 20 postos de saúde.

   O que esperar de tudo isso?


Confiança no Judiciário brasileiro é baixa, afirma pesquisa

reprodução de notícia do link clique aqui

  Foi divulgada esta semana o Índice de Confiança da Justiça, o ICJBrasil, estatística produzida pela faculdade de direito da Fundação Getulio Vargas (Direito GV). A pesquisa aponta que 46% dos entrevistados entraram ou residem com alguém que já entrou com processo ou ação na Justiça. O índice de confiança médio foi de 4,2 pontos (em uma escala de 1 a 10). O Rio Grande do Sul apresentou maior índice de confiança (4,4), seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro (4,3).

   A coordenadora do ICJBrasil, Luciana Gross Cunha, acredita que o número de pessoas que recorrem ao Judiciário é alto. No entanto, “se considerarmos o percentual de pessoas que disseram querer ir ao Judiciário para resolver conflitos, ainda é um número reduzido.”

  O levantamento ouviu 1570 pessoas em sete estados, entre outubro e dezembro do ano passado. Segundo 90% dos ouvidos, a Justiça é lenta ou muito lenta. Quanto à capacidade de solução de conflitos, 53% afirmam que o Poder Judiciário não tem competência ou é pouco competente.

   Segundo Luciana, há uma relação entre o uso do Judiciário e fatores como escolaridade, renda e local de residência da população. “Quanto maior a escolaridade e renda, maior a utilização do Judiciário. Da mesma forma, moradores dos grandes centros urbanos também utilizam mais se comparados aos moradores de cidades do interior”, diz. 78% consideram o custo para entrar com uma causa no Judiciário caro ou muito caro. “Essa proporção é mais forte entre os respondentes menos favorecidos socialmente”, diz Luciana.

   Apesar das fortes críticas, 50% acreditam em melhora na instituição nos últimos 5 anos, enquanto apenas 13% disseram que houve piora.

terça-feira, 1 de março de 2011

Do Reino da Dinamarca de W.S. até Cabo Frio de Dr. P.C.

Fornecedora do Segundo Tempo emite notas fiscais de jingle até chapas de aço
estadao.com.br, Atualizado: 25/2/2011 23:00 link para a Agência Estado

   RIO - A empresa contratada para fornecer R$ 4,6 milhões em kits lanches para o Programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte, já emitiu notas fiscais para justificar gasto parlamentar com publicidade, despesas com um imóvel durante disputa eleitoral, compra de chapas de aço para a Marinha, reforma na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e até aquisição de materiais de saúde para a Prefeitura de São Pedro da Aldeia.

   Sediada num galpão abandonado na zona rural de Tanguá, região metropolitana do Rio, a JJ Logística Empresarial Ltda. também foi contratada pelo Instituto Contato, uma das entidades responsáveis pela gestão do Segundo Tempo em Santa Catarina - conforme o Estado revelou na quarta-feira, 23. A entidade catarinense é comandada por dirigentes do PC do B, mesmo partido do ministro Orlando Silva.

   Apesar de o proprietário da JJ Logística, João Batista Vieira Machado, ter afirmado que jamais trabalhou com políticos ou partidos, a empresa aparece na prestação de contas da eleição de 2008 do comitê financeiro municipal do PR em Cabo Frio, a 90 quilômetros de Tanguá.

   A firma seria responsável por serviços de locação de veículos, publicidade e produção de jingles e vinhetas, no valor de R$ 113,3 mil. O candidato do partido à prefeitura na ocasião era o atual deputado federal Dr. Paulo Cesar (PR-RJ).

   O parlamentar também contratou a empresa em sua campanha à reeleição na Câmara, no ano passado, quando pagou R$ 20 mil pelo aluguel de um imóvel para a instalação de um comitê.

   Três notas fiscais da JJ Logística ainda foram usadas, em novembro e dezembro de 2009 e março de 2010, para justificar gastos da verba indenizatória de Dr. Paulo Cesar, no total de R$ 32,5 mil, para a 'divulgação da atividade parlamentar'.

   Eclética. A variedade de serviços prestados pela JJ Logística se estende à área médica, como revela um contrato firmado em 2006 com a Prefeitura de São Pedro da Aldeia - município localizado a 74 quilômetros de Tanguá. A empresa teria recebido R$ 136,4 mil para a 'aquisição de materiais para atendimento das unidades de saúde'.

   A firma também foi contratada pela Marinha, por R$ 6.761, para o fornecimento de 'chapas de aço inox, martelos industriais, molas, parafusos, luvas, botas e óculos de segurança' para a Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia, em 2006.

   A JJ Logística ainda foi responsável por uma obra no Departamento de Pediatria da UFRJ, no ano passado, tendo recebido R$ 15 mil pelo serviço.

   Respostas. Questionado pelo Estado, o proprietário da JJ Logística não confirmou se a empresa foi contratada para a prestação desses serviços e se havia terceirizado o fornecimento de materiais. Mas defendeu o procedimento. 'Eu posso fazer isso. Posso ganhar uma licitação e terceirizar. E aí?', disse Machado.

   Na terça-feira, ele já havia revelado ao Estado que comprara de uma outra empresa os alimentos que foram fornecidos para o programa Segundo Tempo, por intermédio do Instituto Contato. Machado, no entanto, não revelou os nomes dos fornecedores.

   O deputado Dr. Paulo César declarou que sua equipe foi a responsável pela contratação da JJ Logística para a prestação de serviços de publicidade, panfletagem, transporte e aluguel.

   A prefeitura de São Pedro da Aldeia informou que a JJ Logística forneceu material para prontos-socorros e unidades básicas de saúde do município. Ao analisar o contrato, o Tribunal de Contas do Estado não encontrou irregularidades.

   A Marinha e a UFRJ informaram que os serviços adquiridos pelas instituições foram prestados corretamente. / COLABORARAM LUCIANA NUNES LEAL e LEANDRO COLON

Segundo Tempo em Cabo Frio para o PCdoB, dr. PC, etc...


Em Cabo Frio, sede de empresa fica em consultório médico

estadao.com.br, Atualizado: 25/2/2011 23:00  link para Agência Estado

    Salas com estruturas simples em galerias comerciais no centro de Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, são as sedes de mais duas empresas contratadas como fornecedoras pelo Instituto Contato, um dos gestores do Programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte, em Santa Catarina. Destino de R$ 375 mil para a compra de material esportivo pela entidade catarinense dirigida por integrantes do PC do B, a Zag Brasil Participações Ltda. tem como endereço registrado na Receita Federal um escritório ocupado por um consultório odontológico. De acordo com dois funcionários da galeria, a Zag não funciona no local há pelo menos dois anos.

   Eles informaram também que até hoje chegam ao local cartas destinadas à empresa. Ainda segundo os dois, que pediram para não serem identificados, lá também chegam correspondências destinadas à empresa JJ Logística Empresarial Ltda. - outra fornecedora do Instituto Contato que tem como sede um galpão abandonado na cidade de Tanguá, no Rio, a 90 quilômetros de Cabo Frio.

    Não há no local qualquer referência à Zag. Uma funcionária do consultório odontológico forneceu o número de telefone do responsável pela empresa, Aguinaldo Miranda Vargas. Ele confirmou ter vendido material esportivo ao Instituto Contato, mas não deu o nome de seus fornecedores. Explicou que sua empresa está em processo de liquidação desde que levou um calote de uma construtora paulista no ano passado.

   O consultório odontológico instalado na sede da Zag, segundo ele, pertence à sua mulher, Ana Beatriz. Vargas afirmou, ainda, que nunca ouviu falar da JJ Logística. Diante do pedido de mais informações, solicitou que lhe fosse encaminhado um e-mail com as questões.

  Esse pedido, enviado por mensagem na quarta-feira, não teve resposta até o fechamento da edição deste sábado, 26, e o Estado não obteve retorno dos contato telefônicos.

   Outra empresa, a MLH Comercial, contratada pelo Instituto Contato por R$ 1,4 milhão, também fica em uma pequena sala, com apenas uma mesa para secretária, duas poltronas e um espaço reservado com uma divisória, em outra galeria no centro de Cabo Frio.

   No local foi encontrado apenas o advogado Neemias Lima, que ocupa uma parte da sala com seu escritório de direito. Segundo ele, a MLH é uma empresa de logística. Lima, no entanto, disse não saber mais detalhes sobre as atividades da firma. Ele chegou a entrar em contato por telefone com o responsável pela MLH, identificado apenas como José Renato. Este pediu também que fosse enviado um e-mail com os questionamentos sobre as atividades da empresa.

   Assim como no caso da Zag, o dono da MLH não quis dar informações pelo telefone e também não respondeu, até o fechamento da edição deste sábado, 26, ao e-mail enviado na tarde de quarta-feira, 23. / COLABOROU LEANDRO COLON, DE BRASÍLIA