segunda-feira, 28 de março de 2011

Viva a verdadeira Democracia!


   Os blogueiros da Região dos Lagos são convidados para participar do ato "NÃO TOQUEM NOS BLOGUEIROS", que será realizado na Praça do Bairro Peixoto (Copacabana), nesta quarta-feira (30/03), às 19h.

   Na ocasião será prestada homenagem ao blogueiro Ricardo Gama, que levou vários tiros, como tentativa de silenciá-lo.

   E não se esqueça! No reino da banheirolândia sua opinião também pode ser censurada!

sexta-feira, 25 de março de 2011

Professor Chicão no Paredão de sábado 02/04


   Foi transferido para Sábado (02/04), às 19 horas, o quadro Paredão do programa Elitte (de Pierre Sampaio) na TV Litoral, Canal 11 (a cabo) de Cabo Frio, que apresenta a entrevista a Ricardo Cox (Eu) do blogueiro, professor e doutor em História, José Francisco de Moura, mas conhecido como Professor Chicão.


   Política, Internet, Justiça, Corrupção, são alguns dos assuntos debatidos livremente nesta entrevista com o contundente e indignado professor, que possui um dos blogs mais acessados da Região dos Lagos.

   Não Perca! Sábado (02/04), às 19 horas, na TV Litoral, Canal 11 (a cabo) de Cabo Frio, com repetição às 13h de domingo e também na segunda-feira (13h).

terça-feira, 22 de março de 2011

Salineira abandona São Pedro novamente?


   Segundo informações de seus funcionários, a empresa de ônibus Salineira (Viação São Pedro) pode abandonar a qualquer momento (mais uma vez) a cidade de São Pedro da Aldeia.

   Operando de forma precária e provisória o transporte coletivo municipal desde 14/12/2009, a Viação São Pedro contava com apenas 12 ônibus para atender mais de 85 mil habitantes na cidade. Antes de 2009, a licitação vencida pela Viação Aldeense, obrigava a empresa de ônibus a ter 23 veículos para atender às seis linhas municipais. Veio a intervenção do atual prefeito e a Salineira foi contratada emergencialmente (sem licitação) por seis meses, com a promessa de Carlindo de licitar, até junho de 2010, uma empresa de ônibus municipal. Até hoje nada aconteceu. O número de ônibus caiu pela metade e a população teve que ficar mais tempo esperando no ponto.

   2011 chegou mas, tirando o aumento do preço da passagem municipal, de R$2,00 para R$2,30, tudo ficou na mesma. Os estudantes aldeenses continuam tendo que pagar passagem nas linhas municipais e o empresário responsável pela Viação São Pedro diz, ainda, estar prestando um favor à cidade pois, segundo ele, as linhas são deficitárias.

   Nesse tempo, o prefeito aldeense concedeu mais de 200 permissões a novos "taxistas" que puderam colocar seus veículos na praça e passaram a fazer concorrência à empresa de ônibus, com as "famosas" lotadas, cobrando R$ 2,50 por passageiro.

   O Ministério Público diz acompanhar a situação mas não se conhece qualquer atitude da justiça nessa questão. Da audiência pública em que Chico Bala foi apresentado como secretário municipal de transporte de São Pedro até pouco depois da falsificação da Ata da Câmara Aldeense não se tem notícia de movimentação significativa do inquérito do MP.


  Tudo indica que, em matéria de transporte coletivo, os aldeenses abandonados pelo prefeito, vereadores e pela Justiça, vão continuar a pé por muito tempo. Principalmente se não reclamarem seus direitos.

sexta-feira, 4 de março de 2011

"Trem da Alegria" no Reino da Banheirolândia


Câmara aprova criação de 332 cargos sem concurso público...
por Marcos Salaibe                                                       acesse o link do blog clique aqui

   Na sessão de 03 de fevereiro, a Câmara de São Pedro da Aldeia aprovou mensagem do prefeito criando 332 cargos sem concurso público. Todos na área de saúde. Na mesma sessão, foram recusados requerimentos que solicitavam esclarecimentos sobre a situação da Saúde no Município.

   Isso significa que o prefeito pode contratar quem quiser, como quiser e nem dar nenhuma explicação. Os vereadores passaram um cheque em branco - às vésperas de um ano eleitoral.

   Somente votaram contra - e tentaram moralizar a situação - os vereadores Adalberto Amaral (PT), Jorginho (PTC) e Nicácio (PT do B). A bancada "governista" apenas fez seu papel: votou a favor da criação de cargos e contra quaisquer informações.

   O vereador Nicácio disse que "quando vierem me perguntar sobre concurso público, vou dizer para procurar o Kaká (vereador) e outros vereadores que votaram a favor desse projeto". Adalberto disse que faltou "bom senso" ao se criar os cargos.

   A verdade é que tudo soa muito estranho. 332 cargos sem concurso público! Onde esse pessoal todo vai ser lotado? Por que tanta gente? Não há médicos, enferemeiros e outros funcionários em São Pedro? Como, então, funcionam os postos de saúde? Para se ter uma ideia, a rede municipal de ensino conta com pouco mais de 500 professores - em trinta escolas. E há menos de 20 postos de saúde.

   O que esperar de tudo isso?


Confiança no Judiciário brasileiro é baixa, afirma pesquisa

reprodução de notícia do link clique aqui

  Foi divulgada esta semana o Índice de Confiança da Justiça, o ICJBrasil, estatística produzida pela faculdade de direito da Fundação Getulio Vargas (Direito GV). A pesquisa aponta que 46% dos entrevistados entraram ou residem com alguém que já entrou com processo ou ação na Justiça. O índice de confiança médio foi de 4,2 pontos (em uma escala de 1 a 10). O Rio Grande do Sul apresentou maior índice de confiança (4,4), seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro (4,3).

   A coordenadora do ICJBrasil, Luciana Gross Cunha, acredita que o número de pessoas que recorrem ao Judiciário é alto. No entanto, “se considerarmos o percentual de pessoas que disseram querer ir ao Judiciário para resolver conflitos, ainda é um número reduzido.”

  O levantamento ouviu 1570 pessoas em sete estados, entre outubro e dezembro do ano passado. Segundo 90% dos ouvidos, a Justiça é lenta ou muito lenta. Quanto à capacidade de solução de conflitos, 53% afirmam que o Poder Judiciário não tem competência ou é pouco competente.

   Segundo Luciana, há uma relação entre o uso do Judiciário e fatores como escolaridade, renda e local de residência da população. “Quanto maior a escolaridade e renda, maior a utilização do Judiciário. Da mesma forma, moradores dos grandes centros urbanos também utilizam mais se comparados aos moradores de cidades do interior”, diz. 78% consideram o custo para entrar com uma causa no Judiciário caro ou muito caro. “Essa proporção é mais forte entre os respondentes menos favorecidos socialmente”, diz Luciana.

   Apesar das fortes críticas, 50% acreditam em melhora na instituição nos últimos 5 anos, enquanto apenas 13% disseram que houve piora.

terça-feira, 1 de março de 2011

Do Reino da Dinamarca de W.S. até Cabo Frio de Dr. P.C.

Fornecedora do Segundo Tempo emite notas fiscais de jingle até chapas de aço
estadao.com.br, Atualizado: 25/2/2011 23:00 link para a Agência Estado

   RIO - A empresa contratada para fornecer R$ 4,6 milhões em kits lanches para o Programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte, já emitiu notas fiscais para justificar gasto parlamentar com publicidade, despesas com um imóvel durante disputa eleitoral, compra de chapas de aço para a Marinha, reforma na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e até aquisição de materiais de saúde para a Prefeitura de São Pedro da Aldeia.

   Sediada num galpão abandonado na zona rural de Tanguá, região metropolitana do Rio, a JJ Logística Empresarial Ltda. também foi contratada pelo Instituto Contato, uma das entidades responsáveis pela gestão do Segundo Tempo em Santa Catarina - conforme o Estado revelou na quarta-feira, 23. A entidade catarinense é comandada por dirigentes do PC do B, mesmo partido do ministro Orlando Silva.

   Apesar de o proprietário da JJ Logística, João Batista Vieira Machado, ter afirmado que jamais trabalhou com políticos ou partidos, a empresa aparece na prestação de contas da eleição de 2008 do comitê financeiro municipal do PR em Cabo Frio, a 90 quilômetros de Tanguá.

   A firma seria responsável por serviços de locação de veículos, publicidade e produção de jingles e vinhetas, no valor de R$ 113,3 mil. O candidato do partido à prefeitura na ocasião era o atual deputado federal Dr. Paulo Cesar (PR-RJ).

   O parlamentar também contratou a empresa em sua campanha à reeleição na Câmara, no ano passado, quando pagou R$ 20 mil pelo aluguel de um imóvel para a instalação de um comitê.

   Três notas fiscais da JJ Logística ainda foram usadas, em novembro e dezembro de 2009 e março de 2010, para justificar gastos da verba indenizatória de Dr. Paulo Cesar, no total de R$ 32,5 mil, para a 'divulgação da atividade parlamentar'.

   Eclética. A variedade de serviços prestados pela JJ Logística se estende à área médica, como revela um contrato firmado em 2006 com a Prefeitura de São Pedro da Aldeia - município localizado a 74 quilômetros de Tanguá. A empresa teria recebido R$ 136,4 mil para a 'aquisição de materiais para atendimento das unidades de saúde'.

   A firma também foi contratada pela Marinha, por R$ 6.761, para o fornecimento de 'chapas de aço inox, martelos industriais, molas, parafusos, luvas, botas e óculos de segurança' para a Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia, em 2006.

   A JJ Logística ainda foi responsável por uma obra no Departamento de Pediatria da UFRJ, no ano passado, tendo recebido R$ 15 mil pelo serviço.

   Respostas. Questionado pelo Estado, o proprietário da JJ Logística não confirmou se a empresa foi contratada para a prestação desses serviços e se havia terceirizado o fornecimento de materiais. Mas defendeu o procedimento. 'Eu posso fazer isso. Posso ganhar uma licitação e terceirizar. E aí?', disse Machado.

   Na terça-feira, ele já havia revelado ao Estado que comprara de uma outra empresa os alimentos que foram fornecidos para o programa Segundo Tempo, por intermédio do Instituto Contato. Machado, no entanto, não revelou os nomes dos fornecedores.

   O deputado Dr. Paulo César declarou que sua equipe foi a responsável pela contratação da JJ Logística para a prestação de serviços de publicidade, panfletagem, transporte e aluguel.

   A prefeitura de São Pedro da Aldeia informou que a JJ Logística forneceu material para prontos-socorros e unidades básicas de saúde do município. Ao analisar o contrato, o Tribunal de Contas do Estado não encontrou irregularidades.

   A Marinha e a UFRJ informaram que os serviços adquiridos pelas instituições foram prestados corretamente. / COLABORARAM LUCIANA NUNES LEAL e LEANDRO COLON

Segundo Tempo em Cabo Frio para o PCdoB, dr. PC, etc...


Em Cabo Frio, sede de empresa fica em consultório médico

estadao.com.br, Atualizado: 25/2/2011 23:00  link para Agência Estado

    Salas com estruturas simples em galerias comerciais no centro de Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, são as sedes de mais duas empresas contratadas como fornecedoras pelo Instituto Contato, um dos gestores do Programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte, em Santa Catarina. Destino de R$ 375 mil para a compra de material esportivo pela entidade catarinense dirigida por integrantes do PC do B, a Zag Brasil Participações Ltda. tem como endereço registrado na Receita Federal um escritório ocupado por um consultório odontológico. De acordo com dois funcionários da galeria, a Zag não funciona no local há pelo menos dois anos.

   Eles informaram também que até hoje chegam ao local cartas destinadas à empresa. Ainda segundo os dois, que pediram para não serem identificados, lá também chegam correspondências destinadas à empresa JJ Logística Empresarial Ltda. - outra fornecedora do Instituto Contato que tem como sede um galpão abandonado na cidade de Tanguá, no Rio, a 90 quilômetros de Cabo Frio.

    Não há no local qualquer referência à Zag. Uma funcionária do consultório odontológico forneceu o número de telefone do responsável pela empresa, Aguinaldo Miranda Vargas. Ele confirmou ter vendido material esportivo ao Instituto Contato, mas não deu o nome de seus fornecedores. Explicou que sua empresa está em processo de liquidação desde que levou um calote de uma construtora paulista no ano passado.

   O consultório odontológico instalado na sede da Zag, segundo ele, pertence à sua mulher, Ana Beatriz. Vargas afirmou, ainda, que nunca ouviu falar da JJ Logística. Diante do pedido de mais informações, solicitou que lhe fosse encaminhado um e-mail com as questões.

  Esse pedido, enviado por mensagem na quarta-feira, não teve resposta até o fechamento da edição deste sábado, 26, e o Estado não obteve retorno dos contato telefônicos.

   Outra empresa, a MLH Comercial, contratada pelo Instituto Contato por R$ 1,4 milhão, também fica em uma pequena sala, com apenas uma mesa para secretária, duas poltronas e um espaço reservado com uma divisória, em outra galeria no centro de Cabo Frio.

   No local foi encontrado apenas o advogado Neemias Lima, que ocupa uma parte da sala com seu escritório de direito. Segundo ele, a MLH é uma empresa de logística. Lima, no entanto, disse não saber mais detalhes sobre as atividades da firma. Ele chegou a entrar em contato por telefone com o responsável pela MLH, identificado apenas como José Renato. Este pediu também que fosse enviado um e-mail com os questionamentos sobre as atividades da empresa.

   Assim como no caso da Zag, o dono da MLH não quis dar informações pelo telefone e também não respondeu, até o fechamento da edição deste sábado, 26, ao e-mail enviado na tarde de quarta-feira, 23. / COLABOROU LEANDRO COLON, DE BRASÍLIA

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Primeira Hora desmente O Globo no caso do Juiz de Búzios

"Jornalismo em Pauta": fatos ou apenas versões?
Jornal Primeira Hora de Búzios defende Juiz da cidade e aponta "má apuração", "irresponsabilidade" e "ficção" do Jornal O Globo.
Veja, abaixo, as duas matérias publicadas. (A matéria do Jornal O Globo gerou inúmeros comentários dos leitores)



Matéria do JORNAL O GLOBO (Internet)

Presidente do TJ promete apuração rigorosa sobre juiz da 1ª Vara de Búzios

Publicada em 17/02/2011 às 23h43m
Ronaldo Braga

RIO - O novo presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Manoel Alberto Rebêlo dos Santos, disse nesta quinta-feira que todas as denúncias contra o juiz João Carlos de Souza Correa, titular da 1ª Vara de Búzios, serão investigadas "com o rigor da lei".

- Um leigo tem a desculpa de não conhecer a lei, mas deve ser punido. Um magistrado, conhecedor da lei, deve ser punido ainda mais, exemplarmente - disse Rebêlo.

As investigações a cargo da Corregedoria Geral do TJ correm sob segredo de Justiça, segundo informou também o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Nos corredores do TJ circulam rumores de que, nos próximos dias, haverá uma diligência no balneário para apurar mais denúncias envolvendo o juiz.

João Carlos é acusado de ter dado voz de prisão a uma agente da Operação Lei Seca na Lagoa domingo passado , após ser flagrado sem habilitação ao volante de um carro sem placa; de ter desacatado dois turistas em Búzios que reclamaram de uma festa barulhenta que promovia num quarto de hotel no último dia 9; de ter obrigado um funcionário da concessionária Ampla a religar a luz de sua casa, cortada por falta de pagamento, em 2006; e de ter discutido em 2009 com um policial rodoviário federal após passar por um posto da PRF em Rio Bonito em alta velocidade e com um giroflex proibido por lei . Ele é investigado ainda por decisões polêmicas tomadas em processos fundiários em Búzios.

Mas não é só isso. Comerciantes de Búzios acusam ainda o juiz de deixar de pagar contas em restaurantes, bares, pousadas e lojas diversas.


- Ele sempre diz que dívida de magistrado é para não ser paga. Ele apanha caixas de charuto, de vinho e de outros produtos e não paga nada. Diz para botar na conta. Pretendemos nos reunir e ir na Corregedoria fazer as denúncias o mais breve possível - disse o comerciante de bebidas André Nascimento.

Em dezembro de 2007, a coluna de Ancelmo Gois noticiou que o mesmo juiz provocou tumulto dentro de um transatlântico atracado em Búzios ao tentar embarcar e fazer compras de Natal nas lojas free shop que funcionam a bordo, de uso restrito dos passageiros.

- As lojas já estavam fechadas e o comandante se recusou a cumprir a ordem do juiz para que abrissem o comércio. O tumulto só acabou com a chegada da Polícia Federal. O comandante do navio falou que quem mandava a bordo era ele, e não o magistrado - confirmou o comerciante.

Juiz de Búzios prepara informações à Corregedoria do TJ
"Matérias do O Globo, mal apuradas, podem servir a propósitos criminosos"

O Juiz João Carlos Corrêa foi procurado pelo PH na tarde de sexta-feira (18), mas não quis se estender muito sobre informações que estão sendo sistematicamente veiculadas num seriado de matérias publicadas em destaque pelo jornal O Globo desta semana.

Segundo o magistrado, trata-se de matérias mal apuradas, e com o intuito de denegrir a sua imagem, especialmente no momento em que julga uma ação, movida pelo MP do Rio de Janeiro, e que seguiu uma longa investigação da DRACO (do Crime Organizado), com um longo rol de denunciados por tráfico de drogas e associação à droga.

Na homenagem que a Câmara de Vereadores prestava ao magistrado por completar 7 anos à frente da Comarca, o secretário de Planejamento e Orçamento do Município, Ruy Borba, em sua fala apontara para esta direção, afirmando que colaboradores do semanário Peru Molhado tinham os seus nomes entre os investigados. ‘O semanário publicou matéria difamatória sem mensageiro e sem mensagem, embalado pela droga, para produzir uma droga de matéria’, segundo Borba. O semanário também se gaba de plantar notas nas principais colunas do jornalão, induzindo muitas vezes consagrados colunistas como, Alcelmo Góes e Joaquim Ferreira dos Santos, a erro. É notória a alegada ascendência da tosca e irresponsável editoria do Jornal Perú Molhado, e pessoas ligadas a ele, sobre as pautas produzidas pelo ‘O Globo’, na Cidade.

Hotel Atlântico nega declarações reproduzidas irresponsavelmente pelo O Globo

O PH apurou junto à Gerência do Hotel Atlântico (cópia da declaração do hotel em poder do Jornal) de que o juiz sempre pagara as suas contas de hospedagem e alimentação, e que nem sequer houve a mencionada festa, como O Globo noticiara. O Gerente Carlos Neto foi peremptório ao negar tal declaração, citada na matéria do O Globo, de onde pode se supor que nem mesmo a existência do advogado Marcelo Bianchi, citado na matéria como um dos hóspedes que teriam reclamado do barulho, seja verdade. Esta revelação feita pela gerencia do Hotel Atlântico desmonta a versão do jornal de que teria havido ‘uma suruba’ num dos quartos ocupados pelo magistrado, imputação grave com vistas a atacar a honra e a moral do Juiz, bem como desestabilizar as relações do magistrado com sua família. ‘Saí do hotel ás 13h00 da quarta-feira (9) e não voltei’, afirmou João Carlos Corrêa na tarde de ontem (18).

Nomes das fontes citadas nas matérias do jornal O Globo podem ser obra de ficção

Quanto às despesas realizadas pelo magistrado, a própria Associação Comercial e Empresarial de Búzios - ACEB atesta que nunca recebeu registro de nenhum de seus associados, sobre o juiz ter deixado de pagar suas despesas, não reconhecendo também a existência de André Nascimento entre os seus associados. Também no cadastro de contribuintes do Município não foi encontrado ninguém com esse nome, o que leva a crer que também o jornalão não tivesse feito a apuração corretamente. Até mesmo a charutaria da Cidade nega que tivesse sido abordada pelo juiz, e que este teria deixado de pagar por eventual compra.

Ruy Borba, secretário de Planejamento, afirmou que ‘as matérias mal apuradas pelo colega do O Globo podem estar servindo a propósitos criminosos, com a finalidade de desestabilizar o juiz. Como é de conhecimento público Dr. João Carlos é quem julga o processo contra a droga, e está colocando sistematicamente no banco dos réus dezenas de denunciados, inclusive pessoas de influência na Cidade’.

Para o secretário, ‘a proximidade das eleições, e um novo arranjo de forças na Justiça Eleitoral no Estado, embora seja de nível do Judiciário Federal, podem também estar causando uma tensão, para lá na frente as abóboras se acomodarem de forma a melhor atender conveniências’.

- Recentemente, tive uma altercação com o então Juiz Eleitoral Rafael Rezende, que julgava uma ação de cassação do mandato do atual prefeito Mirinho Braga. Todos acompanharam a discussão, que virou pública, tendo entrado nessa dança um promotor de Justiça, Eleitoral no caso, calouro, eu suponho, para não falar o pior. Aquele episódio pode ter sido o prenúncio. Estou atento a esses movimentos, e o CNJ também na pessoa da ministra corregedora Eliana Calmon - enfatizou Ruy Borba.

Informações sobre calote na Ampla são falsas

Segundo informações obtidas também na tarde ontem, as contas da Ampla em nome do Juiz João Carlos Corrêa sempre estiveram pagas e ele, em momento algum, ficou devendo, como foi noticiado pelo O Globo, a concessionária. O jornal chegou a dizer que o magistrado ficou devendo uma expressiva soma e que, por este motivo, teria tido sua luz cortada, fato negado por ele na tarde de sexta-feira.

Magistrado já havia sido alvo de matérias mal apuradas

Em 2009, o jornal O Globo entrevistou o juiz, na residência em que mora com sua esposa, a deputada Alice Tamborindeguy, e, segundo o magistrado, ao contrário do que foi conversado ao longo da entrevista, o texto publicado colocava em dúvida decisões prolatadas pela Justiça de Búzios, sobre conflitos de terras em Tucuns. O que mais chamou a atenção do Juiz na época foi que as decisões dadas por ele já haviam todas sido confirmadas pelo TJ quando a matéria foi publicada. ‘Caso houvesse dúvida ou pairassem questões polêmicas e obscuras sobre o assunto, o Tribunal de Justiça não confirmaria tais Decisões’, disse ele logo após a publicação da matéria. Nas edições seguintes o jornal não se pronunciou a respeito deste fato limitando-se a rotular, de forma vaga, as decisões como sendo suspeitas. Novamente a questão volta a pauta da Imprensa nacional, mais uma vez pela metade.
Colaborador: Redação

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Quem censura a imprensa no Brasil, vejam só, é a Justiça

 
16/02/2011  Ricardo Setti    Revista VEJA

    A espantosa revelação de que o Google foi obrigado a retirar do ar 398 textos jornalísticos apenas na primeira metade de 2010, por ordem judicial — uma vergonha que coloca o Brasil como recordista mundial no gênero, seguido pela tenebrosa ditadura da Líbia, com a metade do número de reportagens eliminadas –, evidencia em tintas fortes um fenômeno que discutimos pouco: num país em que vige a plena liberdade de imprensa e do qual a democracia baniu a censura praticada pelo regime militar, quem amordaça a imprensa, valendo-se de decisões na maioria das vezes contrárias à Constituição, é o Judiciário.

   Os números foram revelados em São Paulo pelo jornalista argentino radicado nos Estados Unidos Carlos Lauria, um dos coordenadores do Comitê para Proteção dos Jornalistas (CPJ).

   O CPJ é uma organização independente, sem fins lucrativos, fundada em 1981 e com sede em Nova York, dirigida por 25 jornalistas e financiada por doações de fundações, empresas e pessoas – muitas delas jornalistas de todo o mundo –, que não aceita qualquer colaboração de governos.

   Conheça o site do CPJ.


quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Traficantes da Região dos Lagos são denunciados pelo MPRJ

  Vinte pessoas foram denunciadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e tiveram a prisão preventiva decretada por envolvimento com o tráfico de drogas em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos. A quadrilha era liderada pelo traficante Eduardo dos Santos Silva Neves, o Macaco-Aranha, preso no Complexo do Alemão durante a megaoperação policial de novembro de 2010.
  De acordo com o inquérito da 125ª DP (São Pedro da Aldeia), em que se baseia a denúncia, Macaco-Aranha era o líder da quadrilha e responsável pelo envio de drogas principalmente para o Morro dos Milagres, no bairro Estação, e adjacências. Ele infiltrou diversos outros traficantes na região, para revender maconha e cocaína. A investigação aponta que o criminoso, que vivia na capital, foi a São Pedro diversas vezes para fiscalizar as atividades da quadrilha, recolher dinheiro e até matar um rival.
  A denúncia, oferecida pela Subcoordenadoria Cabo Frio/Macaé do GAECO, ressalta que a quadrilha detinha armas e agia com violência para impor medo aos moradores das comunidades. Os denunciados Macaco-Aranha e Marcus Paulo dos Santos Silva, o Marcola, já respondem a uma ação penal por terem assassinado, em outubro de 2010, com 12 tiros pelas costas, o miliciano Daniel Charles de Carvalho, do Comando Chico Bala. A vítima resistia à invasão da quadrilha de Macaco-Aranha ao Morro dos Milagres.
  A remessa dos entorpecentes era feita principalmente por Fábio Octávio Ferreira de Barros, o FB, e Fabrício Alves de Almeida, o Billy. Eles usavam um táxi para fazer o transporte. Laércio Rangel Grubano, primo de Macaco-Aranha, e Luiz Paulo Neto de Souza, o Do Porto, recebiam e armazenavam a droga em suas residências, de onde era repassada para outros revendedores.

Na foto Fabrício Alves Almeida, de 21 anos, taxista acusado de ligação com traficantes do Complexo do Alemão, no Rio.




  De acordo com a denúncia, a audácia do bando teria chegado ao ponto de Macaco-Aranha e Marcola terem ligado para um Policial Militar dizendo que acompanhavam a rotina dos PMs e poderiam assassinar quem eles quisessem.

Migração do crime

  A ação penal ressalta a migração de criminosos da capital fluminense para o interior do Estado. "Com a instalação das UPPs, expulsos das comunidades da Cidade do Rio de Janeiro buscaram se estabelecer em comunidades do interior, pretendendo criar os mesmos esquemas hediondos", diz a denúncia. "Alijado de seus domínios territoriais, ele [Macaco-Aranha] acabou por se esconder, primeiro, no Complexo do Alemão, e dali buscou expandir suas atividades ilícitas para esta cidade [São Pedro da Aldeia], concentrando-as, eliminando concorrentes, arregimentando outros malfeitores e impondo a política do terror e do medo à população".
  A denúncia foi recebida pela 2ª Vara da Comarca de São Pedro da Aldeia, que decretou as prisões. Os denunciados responderão pelo crime de associação para o tráfico de drogas. Dos 20 acusados, 17 estão presos, em virtude de prisão temporária anteriormente decretada, prisões em flagrante ou preventivas em outros feitos. FB, Marcola e Julio César estão foragidos.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

À procura dos Moinhos de Quixote

   Flashback - nasci no século XX, em 1957. Tenho 53 anos. Na minha adolescência, cabelo comprido,   participei de longas discussões sobre Capitalismo X Comunismo. Na Faculdade de Ciências Sociais, em BHTE (1976), li Marx, Gramsci, Lenin, Weber, Aldous Huxley, George Orwell, e também discutíamos o futuro da humanidade e dos sistemas políticos. Fugi de cachorros e bombas da ditadura. Estudei jornalismo e fui trabalhar como repórter cinematográfico em uma grande rede de TV, em 1978. Fui tentar viver na Inglaterra, depois na França, mas voltei para morar em São Paulo, ainda como repórter cinematográfico na mesma emissora de TV. A sensação que tinha na época era de que o mundo era mais simples e que havia menos "moinhos" para nós "Don Quixotes" enfrentarmos. Em suma, era possível identificar nossos inimigos: a burguesia, o capitalismo, o totalitarismo, as grandes corporações, o imperialismo norte-americano, a sociedade de consumo, a indústria cultural, a "mass mídia", etc...


  O tempo foi passando e me parece que a sociedade colocou de lado essas discussões. Houve até um japonês-americano que proclamou o "fim da história" e da luta de classes. No Brasil, a luta pelas liberdades democráticas, contra a ditadura e a burguesia, foi um processo lento mas que culminou com um operário na presidência da república. Acabou a opressão e a dominação do homem pelo homem? Claro que não. Mas onde estão os "novos senhores d'engenho", que escravizam o povo? O capitalismo mutante conseguiu implementar sua sociedade de consumo e escamotear os autores da dominação na democracia moderna. O inimigo ficou invisível. Intangível. Inexpugnável.

   Século XXI - 2011 - Via internet recebi do meu filho do meio, 26 anos, uma dica para conhecer um escritor americano. Pude ver algumas entrevistas e ler alguns de seus artigos. Acredito que ele possa nos dar algumas pistas para reencontrar esse fio da meada: redescobrirmos nossos inimigos e retomar uma luta mais direta, menos difusa, pela Justiça Social e pela sustentabilidade do planeta.

 Abaixo, reproduzo um artigo desse escritor americano.

 Chris Hedges: Orwell estava certo. Huxley, também
  Published on Monday, December 27, 2010 by TruthDig.com Retirado do site Viomundo do Luiz Carlos Azenha

2011: A Brave New Dystopia by Chris Hedges

  As duas grandiosas visões sobre uma futura distopia foram as de George Orwell em 1984 e de Aldous Huxley em Brave New World. O debate entre aqueles que assistiram nossa decadência em direção ao totalitarismo corporativo era sobre quem, afinal, estava certo. Seria, como Orwell escreveu, dominado pela vigilância repressiva e pelo estado de segurança que usaria formas cruas e violentas de controle? Ou seria, como Huxley anteviu, um futuro em que abraçariamos nossa opressão embalados pelo entretenimento e pelo espetáculo, cativados pela tecnologia e seduzidos pelo consumismo desenfreado? No fim, Orwell e Huxley estavam ambos certos. Huxley viu o primeiro estágio de nossa escravidão. Orwell anteviu o segundo.
  Temos sido gradualmente desempoderados por um estado corporativo que, como Huxley anteviu, nos seduziu e manipulou através da gratificação dos sentidos, dos bens de produção em massa, do crédito sem limite, do teatro político e do divertimento. Enquanto estávamos entretidos, as leis que uma vez mantiveram o poder corporativo predatório em cheque foram desmanteladas, as que um dia nos protegeram foram reescritas e nós fomos empobrecidos. Agora que o crédito está acabando, os bons empregos para a classe trabalhadora se foram para sempre e os bens produzidos em massa se tornaram inacessíveis, nos sentimos transportados do Brave New World para 1984. O estado, atulhado em déficits maciços, em guerras sem fim e em golpes corporativos, caminha em direção à falência.  [...]
  Orwell nos alertou sobre um mundo em que os livros eram banidos. Huxley nos alertou sobre um mundo em que ninguém queria ler livros. Orwell nos alertou sobre um estado de guerra e medo permanentes. Huxley nos alertou sobre uma cultura de prazeres do corpo. Orwell nos alertou sobre um estado em que toda conversa e pensamento eram monitorados e no qual a dissidência era punida brutalmente. Huxley nos alertou sobre um estado no qual a população, preocupada com trivialidades e fofocas, não se importava mais com a verdade e a informação. Orwell nos viu amedrontados até a submissão. Mas Huxley, estamos descobrindo, era meramente o prelúdio de Orwell. Huxley entendeu o processo pelo qual seríamos cúmplices de nossa própria escravidão. Orwell entendeu a escravidão. Agora que o golpe corporativo foi dado, estamos nus e indefesos. Estamos começando a entender, como Karl Marx sabia, que o capitalismo sem limites e desregulamentado é uma força bruta e revolucionária que explora os seres humanos e o mundo natural até a exaustão e o colapso.

  “O partido busca todo o poder pelo poder”, Orwell escreveu em 1984. “Não estamos interessados no bem dos outros; estamos interessados somente no poder. Não queremos riqueza ou luxo, vida longa ou felicidade; apenas poder, poder puro. O que poder puro significa você ainda vai entender. Nós somos diferentes das oligarquias do passado, já que sabemos o que estamos fazendo. Todos os outros, mesmo os que se pareciam conosco, eram covardes e hipócritas. Os nazistas alemães e os comunistas russos chegaram perto pelos seus métodos, mas eles nunca tiveram a coragem de reconhecer seus próprios motivos. Eles fizeram de conta, ou talvez tenham acreditado, que tomaram o poder sem querer e por um tempo limitado, e que logo adiante havia um paraíso em que os seres humanos seriam livres e iguais. Não somos assim. Sabemos que ninguém toma o poder com a intenção de entregá-lo. Poder não é um meio; é um fim. Ninguém promove uma ditadura com o objetivo de assegurar a revolução; se faz a revolução para assegurar a ditadura. O objeto da perseguição é perseguir. O objeto de torturar é a tortura. O objeto do poder é o poder”.

  O filósofo político Sheldon Wolin usa o termo “totalitarismo invertido” no livro “Democracia Ltda.” para descrever nosso sistema político. É um termo que não faria sentido para Huxley. No totalitarismo invertido, as sofisticadas tecnologias de controle corporativo, intimidação e manipulação de massas, que superam em muito as empregadas por estados totalitários prévios, são eficazmente mascaradas pelo brilho, barulho e abundância da sociedade de consumo. Participação política e liberdades civis são gradualmente solapadas. O estado corporativo, escondido sob a fumaça da indústria de relações públicas, da indústria do entretenimento e do materialismo da sociedade de consumo, nos devora de dentro para fora. Não deve nada a nós ou à Nação. Faz a festa em nossa carcaça.

  O estado corporativo não encontra a sua expressão em um líder demagogo ou carismático. É definido pelo anonimato e pela ausência de rosto de uma corporação. As corporações, que contratam porta-vozes atraentes como Barack Obama, controlam o uso da ciência, da tecnologia, da educação e dos meios de comunicação de massa. Elas controlam as mensagens do cinema e da televisão. E, como no Brave New World, elas usam as ferramentas da comunicação para aumentar a tirania. Nosso sistema de comunicação de massas, como Wolin escreveu, “bloqueia, elimina o que quer que proponha qualificação, ambiguidade ou diálogo, qualquer coisa que esfraqueça ou complique a força holística de sua criação, a sua completa capacidade de influenciar”.

  O resultado é um sistema monocromático de informação. Cortejadores das celebridades, mascarados de jornalistas, experts e especialistas, identificam nossos problemas e pacientemente explicam seus parâmetros. Todos os que argumentam fora dos parâmetros são desprezados como chatos irrelevantes, extremistas ou membros da extrema esquerda. Críticos sociais prescientes, como Ralph Nader e Noam Chomsky, são banidos. Opiniões aceitáveis cabem, mas apenas de A a B. A cultura, sob a tutela dos cortesãos corporativos, se torna, como Huxley notou, um mundo de conformismo festivo, de otimismo sem fim e fatal.

  Nós nos ocupamos comprando produtos que prometem mudar nossas vidas, tornar-nos mais bonitos, confiantes e bem sucedidos — enquanto perdemos direitos, dinheiro e influência. Todas as mensagens que recebemos pelos meios de comunicação , seja no noticiário noturno ou nos programas como “Oprah”, nos prometem um amanhã mais feliz e brilhante. E isso, como Wolin apontou, é “a mesma ideologia que convida os executivos de corporações a exagerar lucros e esconder prejuízos, sempre com um rosto feliz”. Estamos hipnotizados, Wolin escreve, “pelo contínuo avanço tecnológico” que encoraja “fantasias elaboradas de poder individual, juventude eterna, beleza através de cirurgia, ações medidas em nanosegundos: uma cultura dos sonhos, de cada vez maior controle e possibilidade, cujos integrantes estão sujeitos à fantasia porque a grande maioria tem imaginação, mas pouco conhecimento científico”.

  Nossa base manufatureira foi desmantelada. Especuladores e golpistas atacaram o Tesouro dos Estados Unidos e roubaram bilhões de pequenos acionistas que tinham poupado para a aposentadoria ou o estudo. As liberdades civis, inclusive o habeas corpus e a proteção contra a escuta telefônica sem mandado, foram enfraquecidas. Serviços básicos, inclusive de educação pública e saúde, foram entregues a corporações para explorar em busca do lucro. As poucas vozes dissidentes, que se recusam a se engajar no papo feliz das corporações, são desprezadas como freaks.   [...]

  A fachada está desabando. Quanto mais gente se der conta de que fomos usados e roubados, mais rapidamente nos moveremos do Brave New World de Huxley para o 1984 de Orwell. O público, a certa altura, terá de enfrentar algumas verdades doloridas. Os empregos com bons salários não vão voltar. Os maiores déficits da história humana significam que estamos presos num sistema escravocrata de dívida que será usado pelo estado corporativo para erradicar os últimos vestígios de proteção social dos cidadãos, inclusive a Previdência Social.

  O estado passou de uma democracia capitalista para o neo-feudalismo. E quando essas verdades se tornarem aparentes, a raiva vai substituir o conformismo feliz imposto pelas corporações. O vazio de nossos bolsões pós-industriais, onde 40 milhões de norte-americanos vivem em estado de pobreza e dezenas de milhões na categoria chamada “perto da pobreza”, junto com a falta de crédito para salvar as famílias do despejo, das hipotecas e da falência por causa dos gastos médicos, significam que o totalitarismo invertido não vai mais funcionar.

  Nós crescentemente vivemos na Oceania de Orwell, não mais no Estado Mundial de Huxley. Osama bin Laden faz o papel de Emmanuel Goldstein em 1984. Goldstein, na novela, é a face pública do terror. Suas maquinações diabólicas e seus atos de violência clandestina dominam o noticiário noturno. A imagem de Goldstein aparece diariamente nas telas de TV da Oceania como parte do ritual diário da nação, os “Dois Minutos de Ódio”. E, sem a intervenção do estado, Goldstein, assim como bin Laden, vai te matar. Todos os excessos são justificáveis na luta titânica contra o diabo personificado.

  A tortura psicológica do cabo Bradley Manning — que está preso há sete meses sem condenação por qualquer crime — espelha o dissidente Winston Smith de 1984. Manning é um “detido de segurança máxima” na cadeia da base dos Fuzileiros Navais de Quantico, na Virginia. Eles passa 23 das 24 horas do dia sozinho. Não pode se exercitar. Não pode usar travesseiro ou roupa de cama. Médicos do Exército enchem Manning de antidepressivos. As formas cruas de tortura da Gestapo foram substituídas pelas técnicas refinadas de Orwell, desenvolvidas por psicólogos do governo, para tornar dissidentes como Manning em vegetais. Quebramos almas e corpos. É mais eficaz. Agora todos podemos ir ao temido quarto 101 de Orwell para nos tornarmos obedientes e mansos.

  Essas “medidas administrativas especiais” são regularmente impostas em nossos dissidentes, inclusive em Syed Fahad Hasmi, que ficou preso sob condições similares durante três anos antes do julgamento. As técnicas feriram psicologicamente milhares de detidos em nossas cadeias secretas em todo o mundo. Elas são o exemplo da forma de controle em nossas prisões de segurança máxima, onde o estado corporativo promove a guerra contra nossa sub-classe política – os afro-americanos. É o presságio da mudança de Huxley para Orwell.

  “Nunca mais você será capaz de ter um sentimento humano”, o torturador de Winston Smith diz a ele em 1984.”Tudo estará morto dentro de você. Nunca mais você será capaz de amar, de ter amigos, do prazer de viver, do riso, da curiosidade, da coragem ou integridade. Você será raso. Vamos te apertar até esvaziá-lo e vamos encher você de nós”.

  O laço está apertando. A era do divertimento está sendo substituída pela era da repressão. Dezenas de milhões de cidadãos tiveram seus dados de e-mail e de telefone entregues ao governo. Somos a cidadania mais monitorada e espionada da história humana. Muitos de nós temos nossa rotina diária registrada por câmeras de segurança. Nossos hábitos ficam gravados na internet. Nossas fichas são geradas eletronicamente. Nossos corpos são revistados em aeroportos e filmados por scanners. Anúncios públicos, selos de inspeção e posters no transporte público constantemente pedem que relatemos atividade suspeita. O inimigo está em toda parte.

  Aqueles que não cumprem com os ditames da guerra contra o terror, uma guerra que, como Orwell notou, não tem fim, são silenciados brutalmente. Medidas draconianas de segurança foram usadas contra protestos no G-20 em Pittsburgh e Toronto de forma desproporcional às manifestações de rua. Mas elas mandaram uma mensagem clara — NÃO TENTE PROTESTAR. A investigação do FBI contra ativistas palestinos e que se opõem à guerra, que em setembro resultou em buscas em casas de Minneapolis e Chicago, é uma demonstração do que espera aqueles que desafiam o Newspeak oficial. Os agentes — ou a Polícia do Pensamento — apreenderam telefones, computadores, documentos e outros bens pessoais. Intimações para aparecer no tribunal já foram enviadas a 26 pessoas. As intimações citam leis federais que proíbem “dar apoio material ou recursos para organizações terroristas estrangeiras”. O Terror, mesmo para aqueles que não tem nada a ver com terror, se torna o instrumento usado pelo Big Brother para nos proteger de nós mesmos.

   “Você está começando a entender o mundo que estamos criando?”, Orwell escreveu. “É exatamente o oposto daquelas Utopias estúpidas que os velhos reformistas imaginaram. Um mundo de medo, traição e tormento, um mundo em que se atropela e se é atropelado, um mundo que, ao se sofisticar, vai se tornar cada vez mais cruel”.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

São Pedro ainda sem transporte legal


  Mais de um ano se passou e a Prefeitura de São Pedro da Aldeia ainda não fez a licitação das linhas de ônibus municipais, contrariando a legislação que estabelece o prazo máximo emergencial de seis meses para que ela seja realizada. Desde de 14 de dezembro de 2009 a cidade continua com o transporte coletivo precário e provisório. Para atender mais de 85 mil habitantes os aldeenses contam com apenas 12 ônibus da Viação São Pedro.
  Antes de 2009, a licitação vencida pela Viação Aldeense, obrigava a empresa de ônibus a ter 23 veículos para atender à 6 linhas municipais. 2011 chegou mas, tirando o aumento do preço da passagem municipal, de R$2,00 para R$2,30, nada de novo aconteceu. Os estudantes aldeenses continuam tendo que pagar passagem nas linhas municipais e o empresário responsável pala Viação São Pedro diz, ainda, que está prestando um favor à cidade pois, segundo ele, as linhas são deficitárias.
  Durante 2010 o prefeito aldeense concedeu mais de 200 permissões a novos "taxistas" que puderam colocar seus veículos na praça e passaram a fazer as "famosas" lotadas, cobrando R$ 2,50 por passageiro. O Ministério Público diz acompanhar a situação mas não se conhece qualquer atitude da justiça nessa questão. Em matéria de transporte coletivo os aldeenses continuam a pé. Mudança mesmo só no aumento da passagem e sem aviso prévio.


Veja abaixo a matéria da InterTV:
  

  Na primeira segunda-feira do ano (3), passageiros que usam o transporte coletivo na Região dos Lagos precisaram desembolsar mais para chegar aos destinos. O reajuste anual autorizado pelo Departamento de Transportes do Estado entrou em vigor neste domingo (2). Mas neste dia que muita gente voltou ao trabalho, esses novos valores foram mais sentidos.

  O aumento pegou muita gente de surpresa. O valor foi dez centavos para linhas municipais de São Pedro da Aldeia e Saquarema. A tarifa custa R$ 2,30 era o valor cobrado em 2009 em Cabo Frio, Búzios, Arraial do Cabo e Araruama. E desde o último domingo passou para R$ 2,40.

  Algumas linhas tem tarifa diferenciada por passarem em outros municípios como é o caso da 127, Cabo Frio/Jardim Esperança, que foi para R$ 3,40. As linhas São Pedro da Aldeia/Posse- via Iguaba Grande ou via Cabo Frio agora custam R$ 2,50.

  Os passageiros que percorrem distâncias maiores, viajam de uma cidade a outra, pagam ainda mais caro, pois a tarifa dos chamados ônibus especiais aumentou de R$ 6,00 para R$ 7,00 e o reajuste das linhas intermunicipais foi de vinte centavos. A tarifa subiu de R$ 3,35 para R$ 3,55. Os novos valores pesam no orçamento.