terça-feira, 29 de setembro de 2009

Censura de vereadores tira do ar programa de debates em Sampe


Pressões de alguns vereadores, fizeram os dirigentes da Rádio Aldeia FM 87,9 "sugerirem" ao Prof. Eliezer Albuquerque o fim dos debates no seu programa de variedades, Panorama Global, veiculado nas manhãs de terça e quinta-feira.
A pressão aconteceu após os debatedores do programa questionarem a necessidade da construção de dez banheiros privativos para os vereadores aldeenses e outras obras na Câmara, ao custo de R$ 331 mil reais.

Impedido de debater os problemas da cidade, o comunicador aldeense preferiu, então, deixar de fazer o programa que tinha a participação livre da população pelo telefone.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Totonho Blogueiro: primeiro entrevistado de Ricardo Cox na TV Litoral



O professor Totonho fala do sucesso de seu Blog, e da política cabofriense, na entrevista de estréia (19/09/09) do novo quadro do Programa Ellite que vai ao ar às 19h de sábado, com reprises às 13h, no domingo e na segunda-feira, no canal 11 TV Litoral de Cabo Frio. A direção é de Pierre Sampaio.

domingo, 23 de agosto de 2009

2008 - Eleição a prefeito de São Pedro da Aldeia

Escrito em 5 de outubro de 2008

A eleição a prefeito de 2008 teve novas regras para, segundo a Justiça, tentar diminuir a influência do poder econômico. Se a proibição de out-doors, boca-de-urna e dos showmícios permitia que os candidatos sem recursos financeiros ficassem (teoricamente) em condições de igualdade nesses “quesitos”, quem dispunha de mais verbas pôde utilizar outras formas de propaganda como adesivamento de carros, placas diversas, bandeiras, carros de som, “pesquisas”, impressos (incluindo folhetos, santinhos, jornais e plano de governo), carreatas, programas eleitorais de rádio e TV, para divulgar suas mensagens e demonstrar a força e o peso de sua campanha aos eleitores. Destaca-se, positivamente, a campanha da Justiça Eleitoral no rádio e na TV sobre a importância do voto. Porém, ela não corrigiu a injustiça da permissão de participação do pleito dos candidatos ficha-suja.

Em São Pedro da Aldeia, a falta de TV, a audiência relativa das duas rádios locais, a falta de debates e os parcos recursos financeiros de pelo menos dois candidatos (12 e 13) garantiram a tranqüilidade das eleições, mas não permitiram à população conhecer devidamente as propostas, os conceitos e as questões fundamentais da disputa, fato que gerou uma certa apatia dos eleitores aldeenses com o pleito municipal.

As campanhas

Em todas as campanhas foi possível encontrar erros e falta de iniciativa das coligações em disputa. Vamos aqui apontar algumas das mais importantes, em nossa concepção. E, por participar da campanha de uma dessas coligações, creio ser possível avaliar, mais detalhadamente, a campanha do candidato Chumbinho 13.

A campanha do candidato do PMDB, Carlindinho 15, teve mais estrutura, recursos, maior volume, melhor comando e uma boca-de-urna descarada, garantida pela completa omissão do TRE. Apesar de sua coordenação ter cometido um erro conceitual grave, “por sorte” ele não foi muito explorado pelos seus adversários.

Uma importante pesquisa qualitativa feita pelo IBOPE para definir o conceito geral da campanha e o discurso do candidato 15 parece ter negligenciado a seleção das pessoas contratadas. Pessoas “comprometidas” com o candidato deram respostas irreais sobre o governo anterior do candidato e, outros contratados para a pesquisa, talvez com medo de retaliação, não tiveram coragem para falar o que realmente pensavam.

O resultado foi o infeliz slogan principal da campanha: “Carlindinho fez, Carlindinho faz” que abria a guarda para o seu principal ponto fraco e poderia ter jogado por terra todo o esforço da coligação Respeite São Pedro (outra denominação infeliz) caso os adversários soubessem explorar devidamente essa deficiência. Afinal, quem morou na cidade, de 1997 a 2000, sabe que Carlindinho fez um péssimo governo e foi considerado pela revista Isto é, em 2000, o segundo pior prefeito do Rio de Janeiro.

Inicialmente, Carlindinho não deu a importância devida ao rádio, repetindo alguns programas eleitorais onde lia seguidamente suas propostas de governo. Mas esse erro foi sanado parcialmente, depois, com a utilização dos programas e comerciais para tentar, inclusive, corrigir o erro conceitual primário de sua campanha, relatando as ações que ele “teria feito” em seu governo.

Comparando a música dos candidatos podemos dizer que tanto Carlindinho quanto Chumbinho conseguiram fazer os melhores jingles. Porém, a música de Carlindinho, ao bater constantemente o conceito de que “ele fez e que faz” dava margem a uma resposta (a conhecida música “não fez nada, não fez nada”, do Tiririca) que, porém, não foi, praticamente, utilizada pela campanha de Chumbinho, por conta de uma “dissidência na coordenação” que convenceu o candidato a evitá-la. Já a música de Iédio Rosa não conseguiu empolgar o povo e, por ter “a cara” do “PDT naftalina”, reforçou um conceito que ele deveria ter escondido e não ressaltado.

A Campanha de Iédio Rosa 12 (PDT) não deu a mínima importância aos programas eleitorais no rádio, o que foi um grave erro. O candidato fez apenas um único e monótono programa durante todo o período eleitoral que repetiu constantemente sua baixa qualidade, reforçando o conceito de um candidato obsoleto e avesso à tecnologia e à comunicação. De baixo custo de produção, os programas de rádio não poderiam ter sido negligenciados dessa maneira. De positivo, o corpo-a-corpo incansável do candidato do PDT, em busca do voto de seus antigos e possíveis novos eleitores.

A coordenação de Iédio Rosa demorou a perceber e “responder” a um dos conceitos da campanha de Chumbinho 13 que insistia no mote “candidato ficha-limpa”. Somente no final de setembro Iédio Rosa fez mensagem dizendo que ele também era ficha-limpa. Como Carlindo era o candidato ficha-suja e Chumbinho o ficha-limpa, para o povo, se Iédio não se dizia ficha-limpa perdia a oportunidade de se colocar diretamente contra Carlindinho e ainda deixava parecer que também tinha a ficha-suja.

A Campanha de Chumbinho 13 teve como conceito a “renovação” política (com responsabilidade e transparência). Tão importante quanto esse conceito era colar o nome de Chumbinho ao mais importante cabo eleitoral da atualidade: o presidente Lula, o que foi feito constantemente.

A reação de Carlindo foi anunciar o apoio do governador Sérgio Cabral que quebrou o acordo com o presidente e gravou um depoimento de apoio específico a Carlindo Filho.

A campanha de Chumbinho utilizou plenamente o rádio colocando no ar um programa eleitoral diferente a cada dia. Desde o início, os comerciais diários, de 30 segundos, negligenciados pelos outros candidatos, foram utilizados constantemente para divulgar os conceitos da campanha de Chumbinho 13. Um quadro cômico (Papo de Comadre), usando dois personagens (duas comadres), apresentou com humor os problemas das candidaturas de Carlindo Filho e Iédio Rosa, respectivamente apelidados de “nada-nada-fez” e “Tédio Rosado”.

Os erros que “custaram” a “derrota” de Chumbinho 13

Foram muitos os erros que comprometeram a campanha de Chumbinho.

1) “Parte da coordenação” convenceu o candidato a não exibir um vídeo contundente que mostrava de forma irrefutável o fiasco do governo Carlindo Filho de 1997 a 2000.

2) O candidato não quis contratar uma pesquisa para demonstrar o que já se sabia: Iédio Rosa estava em último lugar e Chumbinho seria a única opção para vencer Carlindo, fomentando o voto útil, decisivo para a sua vitória.

3) O candidato retirou das ruas a mensagem que dizia que Carlindo era ficha-suja e estava impugnado pela Justiça Eleitoral.

4) A música “não fez nada, não fez nada”, do Tiririca, também não foi utilizada por decisão do candidato e de uma “parte da coordenação” que evitava a todo custo carimbar o candidato do PMDB como ficha-suja.

Várias ações, ainda, foram abortadas por falta de experiência e ação, excesso de autoritarismo e prepotência do candidato Chumbinho, e também pela limitação de recursos ou emprego errado desses mesmos recursos que ficaram, de forma equivocada, sob a gerência única do candidato.

Apontamos, ainda, como errada a atuação de “parte da coordenação” que conseguiu evitar, o tempo todo, o ataque a Carlindo e insistiu no embate visceral a Iédio Rosa (movido por querelas pessoais) e que, inclusive, deu margem a processo criminal* contra o então candidato ficha-limpa, manchando o conceito construído desde o início da campanha.

(*o caso da carta contra Iédio Rosa “assinada” por Chumbinho)

À suposta “coordenação da campanha”, representada, principalmente, pelos presidentes dos cinco partidos faltou união, inteligência e ação para contornar o totalitarismo e o distanciamento do candidato que evitava participar das reuniões de campanha e “tomou para si” a gestão da fase final da campanha.

Meu palpite para o resultado: de um total de 51856 eleitores, tirando os ausentes (cerca de 15%) Carlindo deverá ser eleito com aproximadamente 17 mil votos, 41% dos votos válidos (se esses chegarem a 41 mil votos, excluídos os brancos e nulos).

Chumbinho deverá ser o segundo colocado com 35% dos votos válidos, aproximadamente 14 mil votos, e Iédio Rosa será o último colocado, com 24% dos votos, aproximadamente 10 mil votos.

Desde o início, os participantes da campanha de Chumbinho apostaram na renovação e na rejeição a Carlindo, como pontos que dariam a vitória ao candidato do PT. E garantiam, inclusive, que Chumbinho só perderia a eleição para ele mesmo.

E, ao final, foi exatamente isso que aconteceu. A inexperiência e a atitude desmotivadora e autoritária do candidato, a aplicação errada dos recursos financeiros, a inércia, a falta de visão e as ações “estranhas” de “parte da coordenação da campanha” fizeram Chumbinho chegar em segundo lugar.

Ricardo Cox - São Pedro da Aldeia, 05 de outubro de 2008.

O resultado oficial: Carlindo 16323 votos Chumbinho 14302 votos Iédio Rosa 9602 votos (40227 votos válidos)

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Eleições a Prefeito de Cabo Frio 2000 - crônica de um resultado anunciado

Cabo Frio, 25 de setembro de 2000.

Às vésperas da eleição para Prefeito e Vereador em 2000, essa é uma tentativa de traçar um quadro da situação política de Cabo Frio, no que diz respeito à imagem e propaganda dos candidatos.
A eleição para prefeito, em 1 de Outubro, reúne dois candidatos tradicionais na cidade Alair Corrêa e José Bonifácio. São dois políticos experientes que se enfrentam pela terceira vez. Nas duas anteriores, o candidato do PDT, José Bonifácio levou a melhor. Mas os tempos eram outros. Em 20 anos, Cabo Frio passou de 60 mil para 125 mil habitantes. Mudaram os conceitos sobre esses mesmos candidatos e as formas de comunicação e marketing político.
Na eleição anterior, em 1996, o atual prefeito Alair Corrêa venceu Paulo Massa, candidato apoiado por José Bonifácio e a máquina da Prefeitura, por uma margem de 5 mil votos. Num colégio eleitoral de cerca de 68 mil votos, Alair teve, aproximadamente, 23 mil contra quase 18mil votos de Paulo Massa.

A Campanha de 1996

Àquela época, a imagem de Alair e de José Bonifácio, como prefeito, eram diferente das de hoje. Havia um “senso comum”, que o então Deputado Estadual Alair Corrêa, não realizara uma boa administração quando esteve à frente da prefeitura de 1982 a 1988. Hoje, o atual prefeito (Alair), após um trabalho intenso na propaganda de sua administração, teve diminuído seu índice de rejeição.
Por outro lado, enquanto José Bonifácio foi considerado um bom administrador em sua primeira oportunidade como prefeito, o saldo de sua segunda administração (de 1992 a 1996) lhe era negativo naquele momento (1996). Por não dar importância à divulgação na mídia das ações da Prefeitura, José Bonifácio negligenciou a captação de imagens para construir o “seu marketing” e também não aproveitou a oportunidade da campanha de seu candidato, Paulo Massa, para apresentar as realizações de sua administração.
Por sua vez, Alair Corrêa, após sua experiência no legislativo, fez novos acordos políticos e tratou de se empenhar na mudança de sua imagem. Sua campanha à prefeito, em 1996, se esmerou na apresentação da imagem do candidato e de suas propostas. A propaganda no programa político de Alair se baseou em muitas imagens e depoimentos em vídeo, além de “maquetes”, em computação gráfica, na apresentação de seus projetos para a cidade. Tudo isso era necessário para reverter a rejeição de parte do eleitorado que, apesar de não aplaudir a gestão de José Bonifácio, não acreditava que Alair pudesse realizar um bom governo.

1996 a 2000- Colhe quem planta, mas quem não planta...

Após a vitória nas urnas, em uma eleição que envolveu e mobilizou a população, o prefeito Alair Corrêa, além de captar as imagens da “cidade que José Bonifácio deixou”, tratou de continuar a registrar todos os seus passos e ações através de imagens em vídeo.
Enquanto isso, José Bonifácio saiu da Prefeitura sem ter registrado, quer seja em fotos ou vídeo, “uma só imagem aproveitável” do que realizara como prefeito. E durante quatro anos, o grupo político de José Bonifácio não se preocupou com marketing ou propaganda. A chamada Oposição não produziu ou apoiou um jornal, ou programa de rádio, que pudessem apresentar uma visão crítica da situação política. Da mesma forma, José Bonifácio não cuidou de conseguir o registro de uma imagem sequer da atuação e dos erros de Alair Corrêa à frente da prefeitura de Cabo Frio.

1998: o “caixote elétrico“

De mini-comícios, em cima de um caixote, em 1972, José Bonifácio concebeu, para a sua campanha a deputado, em 1998, o Bonimóvel: uma pequena “pick-up”, com sistema de som amplificado. Tendo dispensado orientação especializada, José Bonifácio tratou de repetir a velha forma de sua primeira campanha a prefeito, discursando sozinho nas praças públicas de diversas cidades da região.
O resultado: na campanha a deputado de 1998, de um total de cerca de 17 mil votos alcançados no total, José Bonifácio conseguiu menos de 8 mil votos em Cabo Frio. Enquanto isso, apoiado por Alair, de um total de 24 mil votos, Marquinho Mendes teve cerca de 16 mil votos só em Cabo Frio: o dobro dos votos conseguidos por José Bonifácio, prefeito da cidade em duas ocasiões.

A Campanha de 2000

Para essa eleição, novamente os dois candidatos se encontram. Mas com conceitos e imagem diferentes. Alair, sem precisar se descompatibilizar, tem o domínio da máquina da prefeitura e cerca de mais de 160 candidatos a vereador numa coligação de 13 partidos. O seu arsenal de imagens é rico, englobando as imagens da campanha anterior e todas as realizações de seu atual governo.
Do outro lado, José Bonifácio tem cerca de 140 candidatos a vereador, numa coligação que reúne 10 partidos, e a participação, em seu programa político, do Governador Garotinho. Porém sua campanha na TV não dispõe de imagens em vídeo, seja para mostrar os pontos fortes do candidato do PDT, seja para apontar os erros da atual administração.
A televisão é, ainda, o veículo de comunicação mais importante nesta campanha. Não só pela sua abrangência instantânea, mas também pela contundência áudio-visual. Nos 22 dias de programas reservados à campanha para prefeito na TV, José Bonifácio e Alair Corrêa, tiveram cerca de 1980 minutos (para apresentarem suas idéias e propostas. Tomando por base um valor médio de R$ 553,00, referente ao custo de um comercial de 30 segundos nos horários equivalentes da TV Alto Litoral, o tempo referente aos programas da campanha representaria um custo total de aproximadamente R$ 2.200.000,00 (Dois milhões e duzentos mil reais) divididos na proporção de 2 (Alair) para 1 (José Bonifácio).

O Resultado:

Quem trabalhou seu marketing apostando tanto na forma quanto em seu conteúdo:2
Quem negligenciou a força da imagem em sua propaganda:1

Salvo a surpresa de um fato muito importante e crucial, esse (Alair 2 X 1 Zé Bonifácio) deverá ser o resultado da eleição à Prefeitura em Cabo Frio.
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OBS.: O resultado do TSE: Alair 38.282 votos e José Bonifácio 21.671 votos (aprox. 2X1)

sexta-feira, 31 de julho de 2009

O Trovão dos Lagos (escrito em maio de 2008)

No mês de janeiro de 2008, em Búzios, uma reunião congregava vários caciques para discutir as diretrizes regionais daquele partido político. Muitos militantes e pré-candidatos, entre vereadores, prefeitos, deputados estaduais, federais, e outras personalidades, colocavam suas posições, enquanto lá fora, nuvens negras anunciavam o desfecho costumeiro de uma tarde quente de verão.

A temperatura ambiente subia ainda mais com o calor das discussões, e as importantes falações se encaminhavam para um desfecho não muito agradável. Quando o deputado federal Alexandre Cardoso pegou o microfone, muitos participantes, inconscientemente, levaram suas mãos às orelhas, prevendo que os puxões seriam firmes e sem perdão, como a tempestade que se anunciava no céu escuro do balneário de fama mundial.

Após algumas frases metralhadas sem parar, o deputado federal respirou profundamente, lançando um silêncio inquietante na sala, numa pausa que preconizava o trágico desfecho. Mas, de repente, um estrondo rasgou o ar pesado da reunião, similar a um longo trovão gaguejante. Seria o começo da tempestade de verão?

Um odor peculiar desmentia a chuva e se misturava às gargalhadas no turbilhão de olhares à procura do responsável pelo fantástico petardo gaseificado. No fundo da sala, confissão estampada no rosto, o vereador Marquinho da Trecu’s, de São Pedro da Aldeia, levantou suas mãos amarelas suplicando o perdão dos companheiros. Nem Alexandre Cardoso ou qualquer outro cacique do Partido Socialista Brasileiro conseguiu concluir suas cobranças contundentes após aquele impressionante flato sonoro. E a reunião política acabou em festa, com muito risos e alegria. Viva o vereador aldeense e a sua trovoada socialista!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Dep. Federal Paulo César fala à imprensa

Alguns trechos da entrevista do Dr. Paulo César à Rádio Estação 104 FM, no ar em 06-07-2009

A crise de Cabo Frio

A crise em Cabo Frio é mais acentuada pela má administração durante os quatro anos de mandato do atual prefeito; pelo gasto exagerado de dinheiro público, na eleição de 2008, e depois, com escritórios de advogados famosos, contratados no Rio para defender o mandato do atual prefeito. Depois gastaram com a Justiça. Tudo isso, esvaziou os cofres do poder público da cidade.

O inchaço da máquina e o nepotismo foram responsáveis pelo agravamento da crise, em Cabo Frio, com a contratação, na prefeitura, de mais cinco mil funcionários, dos quais cerca de 3 mil são funcionários fantasmas, que recebem salários exorbitantes e também muitas horas extras: motivo, inclusive, de condenação do prefeito de Cabo Frio na Justiça, que determinou a devolução de um milhão e meio de reais. E tem, ainda, o desvio muito grande de dinheiro público.

Os inocentes vão pagar pelos culpados, e serão demitidos. A Saúde está péssima, a Educação em estado deplorável e o desemprego muito grande e as providências não são tomadas. Só “se passeia”, só “se compra imóveis, e mais imóveis para a família” e o trabalhador vai ser penalizado, com salários cortados, pela primeira vez, em Cabo Frio.
Perda do mandato

Perda do mandato

O Dr. Paulo César garantiu não estar preocupado e que não irá perder seu mandato de deputado federal, pois o PTB perdeu os prazos na ação de infidelidade partidária.

Mortandade de peixes na Lagoa Araruama

“Houve um grande acordo entre o Ministério Público, o INEA, o governador Sérgio Cabral e a Prolagos, que impediu a indenização dos pescadores, pela Prolagos, na mortandade de peixes da Lagoa Araruama, em janeiro. A coisa foi encoberta e também não houve interesse do prefeito do PMDB de São Pedro da Aldeia e do presidente da Câmara Municipal, o Sodré. Foi tudo um grande complô que deixou os pescadores de fora. E depois, na hora da campanha, eles vão bater na casa do pescador e pedir o voto para se elegerem”.

Emprego e UPA

Nessa região, as questões do petróleo e do turismo exigem uma integração dos municípios para a geração de empregos. Os prefeitos só pensam em seus municípios. A maioria das cidades está inadimplente com o governo federal o que impede a vinda de recursos. A falta de vontade política deles é muito grande. Para trazer uma UPA aqui pra região, o prefeito de Cabo Frio foi no Rio, tirou foto com o secretário estadual de Saúde: tudo conversa fiada! Eu já tinha feito uma solicitação e não é assim. Para trazer uma UPA pra nossa região precisa que seis municípios solicitem ao secretário de Saúde, que aí, sim, vai analisar a viabilidade e o local dessa UPA.

Cabo Frio não tem CAPS, mas pode ter Penitenciária

Cabo Frio não tem CAPS (Centro de Assistência Psicossocial) nível 3, para internação de alcoólatras, toxicômanos, que não tem onde se tratar, mas o prefeito quer trazer uma Unidade Penitenciária para prisão de menores em São Jacinto. Uma coisa que nós não precisamos na cidade.

UTI na Região dos Lagos depende de Deputado

A região toda não tem UTI para a população. O Hospital Regional de Araruama tem uma UTI, com apenas 10 leitos. Mas você só entra lá se tiver um bilhete do deputado Paulo Melo. É um absurdo! E a outra UTI, em Cabo Frio, no hospital Santa Izabel, também com 10 leitos, tem sete, para atender a Unimed, e só três leitos para atender os pacientes do SUS, nessa região toda.

Existe um equipamento de ressonância magnética no Hospital Santa Izabel, do filho do secretário Carlos Vitor, que atende só a Unimed e particulares. Nós temos um colega que tem outro equipamento de ressonância, já instalado, mas a prefeitura de Cabo Frio não quer solicitar o credenciamento para o atendimento pelo SUS.

A Imprensa, o locutor de rádio e a InterTV

Um grande setor da imprensa acoberta essa situação da prefeitura. E não é de agora. Já vai para 16 anos que um grande setor da imprensa se pauta por interesses próprios. Tem locutor de rádio em Cabo Frio andando de carro zero Km que foi doado pelo prefeito. Tem vários jornais que dependem daquela esmolinha da prefeitura para sobreviverem. Essa imprensa não deixa a população saber o que realmente está acontecendo. Nesse começo de ano, quantas reportagens nós assistimos na InterTV mostrando as mazelas da cidade? Há tempos que não víamos isso. Mas o que aconteceu? Começou a propaganda institucional da prefeitura, a InterTV não acha mais nenhum defeito em Cabo Frio. Está tudo bem, Cabo Frio se recuperando... desde que começou a propaganda da prefeitura.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Jornallista

A “grandeza que se quer” depende de atitude empresarial

Que relação podemos fazer entre o visual dos letreiros das lojas e placas que vemos na cidade de Cabo Frio e o desenvolvimento da sociedade?

É muito comum um comerciante querer ver estampado, em letras grandes, o nome de sua loja. Se observarmos atentamente encontramos, na maioria dos letreiros e placas, letras descomunais, exageradas no tamanho e na quantidade de seus tipos e texto. Esse exagero traduz o sonho de grandeza do comerciante, mas provoca um desconforto estético, uma poluição visual, que chama a atenção principalmente do turista, acostumado a um padrão visual já estabelecido em todas as grandes cidades do país.


É necessário entender a questão antes de simplesmente condenar essa prática. Nossa região cresce a cada dia e os empresários locais se deparam, constantemente, com novos desafios. Aqueles que não conseguem mudar de atitude ficam pelo caminho. O que vemos nos letreiros e placas é apenas uma ponta do iceberg de problemas na rota dos empresários.


É preciso, cada vez mais, entender o mercado, conhecer a concorrência, comprar melhor, gerenciar com mais eficiência e, principalmente, melhorar o atendimento aos clientes. Quem são esses clientes, onde estão, por que compram, por que voltam ou não voltam ? Como atraí-los, como satisfazê-los?

Infelizmente, em nossa região, o atendimento ao cliente que telefona para pedir informação ou entra no estabelecimento para realizar a compra ainda é um grande problema. Apesar dos esforços da ACIA e do Sebrae poucos empresários conseguiram resolver essa questão básica. Atender bem é condição sine-qua-non para vender bem. Com a globalização e a internet desaparece a falta de produtos que, no interior, ainda permite a alguns comerciantes sobreviverem sem se preocupar com atendimento. Quantos moradores da Região dos Lagos já fazem suas compras nas lojas virtuais da internet ? Alguém já se deu conta disso ? Milhares de consumidores hoje, aqui na região, tem acesso, pela internet, às maiores rede de lojas de todo o país, que vendem seus produtos em 10 vezes sem juros no cartão, com a entrega mais rápida do que as lojas daqui, sem que o comprador tenha que sair de casa.

Ou o empresário local muda de atitude ou daqui a pouco "nossos turistas" farão todas as suas compras e até mesmo pedirão uma pizza pela internet fora da região. E a grandeza que queremos para a nossa Costa do Sol ficará somente estampada nos letreiros de gosto duvidoso...