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quinta-feira, 8 de julho de 2010

POLÍTICOS COMPRAM LISTAS DE SEGUIDORES DO TWITTER

POPULARIDADE À VENDA
Autor: Fernando Braga
Correio Braziliense - 27/06/2010

   TWITTER
   Empresas e políticos estão comprando seguidores da rede social em um mercado paralelo para mostrar sucesso. Carteiras com 100 mil pessoas podem custar R$ 9,5 mil

   Ter milhares de seguidores na internet que comentem suas ações e gerem um marketing viral capaz de mexer com uma grande quantidade de pessoas é algo que toda empresa — e, em época de eleições, políticos — deseja. No entanto, ser popular na rede pode ter, literalmente, um preço. De olho na força que emerge das ferramentas de mídias sociais, sites estão vendendo pacotes com milhares de seguidores para quem busca incrementar o número de pessoas que acompanham um determinado perfil no Twitter.

   Uma das principais empresas que atuam nesse negócio é australiana uSocial, que aproveitou a febre que existe em torno do microblog para oferecer uma variedade de “carteiras de internautas”, compostas por usuários dos mais diferentes perfis. Um pacote com o número mínimo de mil seguidores sai por 62 euros (cerca de R$ 170). Já quem deseja aumentar a popularidade na rede pode optar por um pacote maior e atingir até 100 mil seguidores pelo valor de 3,5 mil euros (R$ 9,5 mil reais). Toda a compra é feita de maneira simples. Basta entrar na página da empresa, preencher um breve cadastro e informar o número do cartão de crédito internacional. A prática causa bastante controvérsia e o próprio Twitter já entrou com uma ação na Justiça norte-americana para desativar o serviço, acusando-o de praticar spam.

   Outro site que oferece o milagre da multiplicação é o Buy Twitter Follows. Na página inicial, a empresa explica que, depois de feito o cadastro, o processo demora de dois a sete dias para começar a gerar resultados e, como tantos outros serviços que correm à margem da legalidade, garante a satisfação do cliente.

Novos amigos

   O Correio conversou por telefone com um vendedor de seguidores que atua em Londrina, no Paraná, e verificou que não é preciso ir até as páginas internacionais da internet para comprar “novos amigos”. De acordo com uma pessoa identificada apenas como Márcio, um software específico que se vale de brechas no sistema do Twitter faz uma varredura em torno das contas com o maior número de seguidores e replica os convites de forma automática. “Muitas empresas e pessoas ligadas a políticos nos procuram. A partir de palavras-chave, encaminhamos milhares de mensagens para determinados grupos alvos de usuários”, conta.

   Márcio vai além. “Nas eleições passadas, eu trabalhava com o Orkut, que restringiu meu acesso. Com o Twitter está tudo bem. Inclusive, temos o cuidado de não divulgar muito esse software, pois os programadores podem alterar o sistema e nos bloquear”, diz. “Se enviamos para mil pessoas, mas apenas 100 aceitam seguir um perfil, voltamos e mandamos para outros 900 usuários”, explica Márcio, que diz cobrar R$ 5 mil para um pacote mínimo de 1 milhão de mensagens.

Fantasmas

   Curiosamente, neste ano eleitoral, o número de pessoas que acompanham os perfis de políticos teve um aumento considerável. Segundo levantamento da Secretaria de Comunicação Social da Câmara dos Deputados, o número de seguidores de deputados no Twitter mais do que dobrou no último mês em relação ao levantamento anterior, passando de 231.271 seguidores em janeiro para 514.340.

   Para Vivian Pratti, especialista em direito digital do escritório Patrícia Peck Pinheiro Advogados, a prática de compra de seguidores pode ser comparada ao envio de spam, uma vez que os usuários não optam por receber esses tipos de mensagens. “Apesar de não existir até o momento nenhuma vedação legal em relação à prática, o próprio termo de uso do Twitter diz que é proibida a comercialização de perfis ou de outros serviços relacionados ao site”, lembra. “Muitos desses seguidores nem existem na verdade, são apenas perfis fantasmas criados para aumentar o volume de usuários”, afirma.

   Por meio de um comunicado, o Twitter informou que monitora regularmente as contas que são oferecidas para vendas, assim como aquelas que indicam atividade de spam. “Nós fechamos a maioria desses perfis bem antes que sejam vendidos. A minoria dos clientes que resta é posteriormente identificada e suspensa assim que qualquer atividade de envio de spam se inicia”, assegura.

O número   85,3%
   Total dos 75 milhões dos usuários do Twitter que atualizam o perfil ao menos uma vez por dia

Críticas ao comércio pirata

   O comércio pirata de seguidores do Twitter está sendo motivo de grande polêmica entre os profissionais que trabalham em consultorias de mídia digital. O sócio-proprietário da RBW Ricardo Barreto levanta a questão ética que envolve a compra de seguidores no site de relacionamento. “É claro que todo mundo que ser seguido, porém, mais importante do que adquirir novos internautas, é preciso saber como mantê-los interessados no que a marca tem a dizer”, diz Barreto, lembrando que, assim como outras redes sociais, o Twitter não é uma ferramenta de comunicação, mas de relacionamento. “Comprar seguidores não garante o sucesso de uma campanha. É preciso fazer um trabalho estratégico, mapear os líderes de opinião de diferentes assuntos para, assim, atingir a um número maior de usuários”, afirma.

   O diretor de interatividade da agência Santa Clara, Pedro Porto, confirma que há muita gente que utiliza o microblog para inflacionar o número de seguidores. “O fato de uma pessoa ter 100 mil seguidores não quer dizer que ela é mais relevante do que quem tem 10 mil. Ao comprar seguidores, se está maquiando um número e adotando a mesma métrica da mídia tradicional, que mede a audiência de uma maneira antiga”, relata.

   A opinião de Porto é apoiada por um recente estudo publicado pelo instituto Max Planck, da Alemanha, que analisou a repercussão de mais de 1,8 bilhão de mensagens enviadas por 80 milhões de assinantes do Twitter. Ao cruzar os dados dos usuários com o maior número de seguidores e algumas medidas de influência, como a quantidade de vezes que uma mensagem era reproduzida ou mencionada no microblog, os pesquisadores concluíram que ser popular na rede social não quer dizer necessariamente ser influente. Segundo o estudo, os usuários mais seguidos no Twitter são celebridades e figuras públicas. Contudo, os usuários com maior número de retweets, ou mais influentes, são aqueles que agregam conteúdo, como veículos de comunicação e ferramentas de busca.

Microblog

   De acordo com a consultoria Sysomos, 93,6% têm menos de 100 seguidores no Twitter. Já 92,4% seguem menos de 100 pessoas em seus perfis. Mas apenas 5% dos clientes do microblog são responsáveis por 75% do total de atividade da rede social.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Marketing na Campanha Presidencial

    Começou a campanha política em todo o Brasil. Bem, quase todo... As campanhas estão atrasadas em função da demora do registro nos TREs e a falta do CNPJ da maioria dos candidatos. Pela lei eleitoral, sem o CNPJ os candidatos ficam impossibilitados de abrirem conta bancária, colocarem placas, produzirem materiais impressos, etc...
   Mas, na internet, já podemos observar algumas indicações do marketing eleitoral. Na campanha presidencial destaco a imagem da Dilma, e a da Marina. Sinceramente, fizeram uma mágica sensacional com o cabelo da Dilma. Ela ficou um "tesão", se me permitem o exagero. Sua foto está muito boa. Quanto à Marina Silva, o "desenho" de sua foto, com aquelas cores em traços fortes, se não a deixou apetitosa, tornou-a simpática e até bonita. Já a foto do Serra ainda não foi exposta em seu site na internet.
   Na internet, pela atuação dos 3 candidatos, vemos que as mulheres estão na frente. A Dilma está bombando no twitter, com mais de cem mil seguidores, acompanhando os recados de suas andanças em campanha pelos estados do sul e sudeste. Mas Marina e Serra não ficam atrás, twittando cada um de seu passos de campanha.

 Já o site da Marina parece mais completo e tem a proposta de Rede Social, para permitir uma participação mais integrada e efetiva dos seus participantes. Porém, ainda não colocaram o seu número. O site da Dilma, apesar de ser mais parecido com o de Serra, está bem simples e fácil de acessar, e contempla também a "participação popular" com depoimentos e histórias dos internautas simpatizantes.
Dos sites desses 3 presindeciáveis só no de Marina tem essa seção para "impressão faça você mesmo" do material de campanha.
 O site do Serra tem uma seção específica para a construção do "programa de governo colaborativo" do candidato, porém tem menos seções e está um pouco desorganizado. Certamente deverá melhorar, em breve.

A campanha da Marina, dirigida pelo Paulo de Tarso, criador daquele jingle do Lula que tinha o famoso refrão "Lula-lá", apresentou uma proposta interessante com a "Casa de Marina", dando uma "nova cara" para uma "simples colocação de placa de campanha". Desculpem "a maldade". A idéia é muito boa: "Um comitê domiciliar passa a existir quando a casa de um mobilizador torna-se referência e local de encontro para os moradores/frequentadores de uma determinada comunidade", diz o site sobre a Casa de Marina.

Ouvi os jingles de campanha apresentados na pré-campanha. Não encontrei,  disponíveis nos sites. Gostei mais do jingle do Serra. Porém, tando o da Marina, quanto o da Dilma estão bons. Vamos ver como cairão no "ouvido do povo".

Mas essa é uma análise bem precoce e muito rasa. Espero ter tempo para poder  comentar o que conseguir acompanhar na internet. É tudo muito rápido...

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Antes do prazo legal, Índio já pede votos na internet

Vice de Serra usou Twitter para pedir votos; TRE só autoriza propaganda na rede após 5 de julho. Irregularidade. Índio escreveu 'conto com seu apoio e com o seu voto' no Twitter

Jornal O Estado de São Paulo - Escolhido vice do candidato José Serra (PSDB) em cima do prazo legal, o deputado Índio da Costa (DEM-RJ) não esperou o início oficial da corrida à Presidência para começar a pedir votos.

O pedido foi feito via Twitter, por volta das 21 horas de domingo, 4. "Conto com seu apoio e com o seu voto. Serra Presidente: o Brasil pode mais", escreveu o parlamentar (https://twitter.com/depindiodacosta), no domingo à noite, em resposta a outro usuário do Twitter, identificado como @CelsoJFerreira. Esse usuário havia deixado no Twitter o seguinte recado para Índio: "Prepare-se, ser vice não é fácil."

Consultada pelo Estado, a assessoria do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo informou que a prática fere a Resolução 23.191. Eis o que diz o capítulo 5 da norma, intitulado "da propaganda eleitoral na internet": "Art. 19. É permitida a propaganda eleitoral na internet após o dia 5 de julho do ano da eleição (Lei nº 9.504/97, art. 57-A)." O TRE não quis se manifestar, porém, sobre eventuais punições, alegando que a legislação sobre internet é recente e depende de interpretação do juiz eleitoral.

No dia 25, o presidente do PTB, Roberto Jefferson, causou grande confusão para os tucanos ao anunciar no Twitter que o vice de Serra seria o senador tucano Álvaro Dias (PR). A informação veio à tona no meio do jogo do Brasil com Portugal, pela Copa do Mundo da Fifa. O DEM, irritado com a mensagem de Jefferson, rebelou-se com a indicação e acabou por firmar a indicação de Índio, após uma série de reuniões nos dias que se seguiram.

O Estado procurou Índio em dois números de celular e por meio de uma assessora, mas até agora não conseguiu ouvi-lo.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

TSE restringe palanque eletrônico nos estados

Presidenciáveis não podem aparecer em campanha de TV para governador cuja coligação tenha mais de um candidato
Maria Lima - O Globo

   A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de proibir a presença dos presidenciáveis no palanque eletrônico de candidatos a governador cujas coligações estaduais envolvam mais de um partido com candidato a presidente desagradou ao governo e à oposição.

   As direções de PT, PV, PMDB e PSDB foram apanhadas de surpresa. O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, acusou o TSE de tumultuar o processo.

   A decisão do TSE foi tomada em função de uma consulta feita pelo PPS sobre a disputa no Rio. O tribunal decidiu que o candidato a governador Fernando Gabeira (PV) fica impedido de fazer campanha no horário eleitoral gratuito com o tucano José Serra ou com Marina Silva, de PSDB e PV respectivamente, ambos de sua coligação.

   Ontem a direção do PT correu para anular algumas coligações estaduais, na tentativa de impedir estrago na campanha na TV para Dilma, mas não deu tempo. O PT só conseguiu reverter o caso da Bahia, onde a coligação de Jaques Wagner (PT) incluía o PSL, coligado nacionalmente com o PSDB.
No caso do Acre, onde a coligação do candidato a governador Tião Viana (PT) inclui o PV, não foi possível reverter. Apesar da irritação com o TSE, o PT não vai recorrer.
  
   - Essas decisões do TSE tomadas em cima da hora tumultuam o processo eleitoral. E é uma lei contraditória, porque outra lei diz que toda mudança de regra eleitoral tem de ser tomada um ano antes da eleição. Agora o TSE faz esses entendimentos em cima da hora, quando as coligações estão fechadas, tumultuando o processo. Disparamos todo mundo do partido nos estados para fazer um pente fino, mas não tem mais como trocar - reclamou Dutra.
No caso do PT, além de Tião Viana, que não poderá mostrar Dilma em sua propaganda na TV, o candidato do PMDB ao governo da Bahia, Geddel Vieira Lima, também não poderá aparecer com a petista. Sua coligação estadual inclui o PTB, que em nível nacional está com o PSDB.

   O mesmo acontece com a candidata do PMDB ao governo do Maranhão, Roseana Sarney, que brigou tanto para ter apoio do PT. Ela não poderá aparecer ao lado de Dilma na TV, porque sua coligação inclui o DEM, que, nacionalmente, apoia Serra.
   O caso do Maranhão é emblemático. Nem Dilma poderá aparecer no horário eleitoral de Roseana, nem Serra aparecerá com Jackson Lago (PDT), coligado em nível estadual com o PSDB, mas nacionalmente com o PT.
   - Não acho a decisão correta. Não sei se cabe recurso. Mas não vamos recorrer - protestou o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP).

   O estrago será feito também no palanque eletrônico de Serra. Além da campanha de Gabeira, ele não poderá aparecer no horário de TV de André Pucinelli, candidato do PMDB ao governo de Mato Grosso do Sul com apoio do PSDB; de Jarbas Vasconcelos (PMDB), que se candidatou ao governo de Pernambuco só para lhe fazer um palanque forte; e de Joaquim Roriz, candidato ao governo do DF. PMDB e PSC estão na coligação nacional do PT.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Eleições a Prefeito de Cabo Frio 2000 - crônica de um resultado anunciado

Cabo Frio, 25 de setembro de 2000.

Às vésperas da eleição para Prefeito e Vereador em 2000, essa é uma tentativa de traçar um quadro da situação política de Cabo Frio, no que diz respeito à imagem e propaganda dos candidatos.
A eleição para prefeito, em 1 de Outubro, reúne dois candidatos tradicionais na cidade Alair Corrêa e José Bonifácio. São dois políticos experientes que se enfrentam pela terceira vez. Nas duas anteriores, o candidato do PDT, José Bonifácio levou a melhor. Mas os tempos eram outros. Em 20 anos, Cabo Frio passou de 60 mil para 125 mil habitantes. Mudaram os conceitos sobre esses mesmos candidatos e as formas de comunicação e marketing político.
Na eleição anterior, em 1996, o atual prefeito Alair Corrêa venceu Paulo Massa, candidato apoiado por José Bonifácio e a máquina da Prefeitura, por uma margem de 5 mil votos. Num colégio eleitoral de cerca de 68 mil votos, Alair teve, aproximadamente, 23 mil contra quase 18mil votos de Paulo Massa.

A Campanha de 1996

Àquela época, a imagem de Alair e de José Bonifácio, como prefeito, eram diferente das de hoje. Havia um “senso comum”, que o então Deputado Estadual Alair Corrêa, não realizara uma boa administração quando esteve à frente da prefeitura de 1982 a 1988. Hoje, o atual prefeito (Alair), após um trabalho intenso na propaganda de sua administração, teve diminuído seu índice de rejeição.
Por outro lado, enquanto José Bonifácio foi considerado um bom administrador em sua primeira oportunidade como prefeito, o saldo de sua segunda administração (de 1992 a 1996) lhe era negativo naquele momento (1996). Por não dar importância à divulgação na mídia das ações da Prefeitura, José Bonifácio negligenciou a captação de imagens para construir o “seu marketing” e também não aproveitou a oportunidade da campanha de seu candidato, Paulo Massa, para apresentar as realizações de sua administração.
Por sua vez, Alair Corrêa, após sua experiência no legislativo, fez novos acordos políticos e tratou de se empenhar na mudança de sua imagem. Sua campanha à prefeito, em 1996, se esmerou na apresentação da imagem do candidato e de suas propostas. A propaganda no programa político de Alair se baseou em muitas imagens e depoimentos em vídeo, além de “maquetes”, em computação gráfica, na apresentação de seus projetos para a cidade. Tudo isso era necessário para reverter a rejeição de parte do eleitorado que, apesar de não aplaudir a gestão de José Bonifácio, não acreditava que Alair pudesse realizar um bom governo.

1996 a 2000- Colhe quem planta, mas quem não planta...

Após a vitória nas urnas, em uma eleição que envolveu e mobilizou a população, o prefeito Alair Corrêa, além de captar as imagens da “cidade que José Bonifácio deixou”, tratou de continuar a registrar todos os seus passos e ações através de imagens em vídeo.
Enquanto isso, José Bonifácio saiu da Prefeitura sem ter registrado, quer seja em fotos ou vídeo, “uma só imagem aproveitável” do que realizara como prefeito. E durante quatro anos, o grupo político de José Bonifácio não se preocupou com marketing ou propaganda. A chamada Oposição não produziu ou apoiou um jornal, ou programa de rádio, que pudessem apresentar uma visão crítica da situação política. Da mesma forma, José Bonifácio não cuidou de conseguir o registro de uma imagem sequer da atuação e dos erros de Alair Corrêa à frente da prefeitura de Cabo Frio.

1998: o “caixote elétrico“

De mini-comícios, em cima de um caixote, em 1972, José Bonifácio concebeu, para a sua campanha a deputado, em 1998, o Bonimóvel: uma pequena “pick-up”, com sistema de som amplificado. Tendo dispensado orientação especializada, José Bonifácio tratou de repetir a velha forma de sua primeira campanha a prefeito, discursando sozinho nas praças públicas de diversas cidades da região.
O resultado: na campanha a deputado de 1998, de um total de cerca de 17 mil votos alcançados no total, José Bonifácio conseguiu menos de 8 mil votos em Cabo Frio. Enquanto isso, apoiado por Alair, de um total de 24 mil votos, Marquinho Mendes teve cerca de 16 mil votos só em Cabo Frio: o dobro dos votos conseguidos por José Bonifácio, prefeito da cidade em duas ocasiões.

A Campanha de 2000

Para essa eleição, novamente os dois candidatos se encontram. Mas com conceitos e imagem diferentes. Alair, sem precisar se descompatibilizar, tem o domínio da máquina da prefeitura e cerca de mais de 160 candidatos a vereador numa coligação de 13 partidos. O seu arsenal de imagens é rico, englobando as imagens da campanha anterior e todas as realizações de seu atual governo.
Do outro lado, José Bonifácio tem cerca de 140 candidatos a vereador, numa coligação que reúne 10 partidos, e a participação, em seu programa político, do Governador Garotinho. Porém sua campanha na TV não dispõe de imagens em vídeo, seja para mostrar os pontos fortes do candidato do PDT, seja para apontar os erros da atual administração.
A televisão é, ainda, o veículo de comunicação mais importante nesta campanha. Não só pela sua abrangência instantânea, mas também pela contundência áudio-visual. Nos 22 dias de programas reservados à campanha para prefeito na TV, José Bonifácio e Alair Corrêa, tiveram cerca de 1980 minutos (para apresentarem suas idéias e propostas. Tomando por base um valor médio de R$ 553,00, referente ao custo de um comercial de 30 segundos nos horários equivalentes da TV Alto Litoral, o tempo referente aos programas da campanha representaria um custo total de aproximadamente R$ 2.200.000,00 (Dois milhões e duzentos mil reais) divididos na proporção de 2 (Alair) para 1 (José Bonifácio).

O Resultado:

Quem trabalhou seu marketing apostando tanto na forma quanto em seu conteúdo:2
Quem negligenciou a força da imagem em sua propaganda:1

Salvo a surpresa de um fato muito importante e crucial, esse (Alair 2 X 1 Zé Bonifácio) deverá ser o resultado da eleição à Prefeitura em Cabo Frio.
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OBS.: O resultado do TSE: Alair 38.282 votos e José Bonifácio 21.671 votos (aprox. 2X1)