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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Vereadores homofóbicos?




 Nota de Repúdio à  
Câmara de Vereadores
de São Pedro da Aldeia

   A Rede LGBT do Interior Fluminense, através dos seus mais de 25 afiliados em todas as regiões do Estado do RJ, em uma ação unificada em apoio ao Grupo Aldeia Diversidade divulga essa Nota de Repúdio.

   O mês de Setembro vai entrar para a história da cidade de São Pedro da Aldeia. Infelizmente, isso acontecerá por uma razão que envergonhará a maioria dos/das cidadãos(ãs) desse lindo Município, orgulho de todo cidadão aldeense.

   A cidade que, esse ano foi palco de declarações simpatizantes por parte de seu Prefeito Carlindo Filho, e  que no mesmo ano reuniu mais de 10 mil pessoas no Orla da Praia do Centro para comemorar o Orgulho LGBT (lésbicas,gays, bissexuais, travestis e transexuais) acaba de receber a notícia de que seus representantes na sessão da Câmara Municipal, aprovaram um projeto de lei obscurantista, que discrimina milhões de cidadãs e cidadãos.
   Quando os vereadores tomam posse, juram cumprir a Constituição Federal, a Constituição Estadual e a Lei Orgânica Municipal, que é a lei maior do município, observar as leis, desempenhar o mandato e trabalhar pelo progresso do Município e bem estar de seu povo.
   Mas, ao nosso ver, o projeto de lei apresentado pela Câmara Municipal de São Pedro da Aldeia é um acinte propositalmente ofensivo e atentatório à democracia e aos direitos da pessoa humana.  E essa percepção não está enviesada por nossa parte. Para poder avaliar o propósito verdadeiro do projeto de lei, basta ler abaixo o conteúdo preconceituoso e discriminatório da justificativa do projeto:
 
 
   “Atualmente, estamos vivendo momentos de claro desrespeito as famílias tradicionais, diariamente, nos deparamos com situações adversas a educação que recebemos no nosso pais ao longo dos anos.  A escola é a continuação do nosso lar, desde pequenos contamos com os professores para nos aplicar, além de ensino, também boas maneiras que servirão para nos guiar durante toda nossa trajetória de vida.
   Hoje, se diz que as praticas homoafetivas são normais, em virtude de silêncio daqueles que disso discordam e em virtude da influência exercida no mundo inteiro por homossexuais importantes, declarados ou não, o que não é verdade, pois até aqueles que praticam tais atos, sabem como ninguém que isso não é natural.
   Portanto Senhores Vereadores, vamos deixar a família desenvolver este papel tão importante da vida de seus filhos, instruindo da melhor forma, as suas crianças sobre este assunto tão polêmico, lembrando ainda, que, a criança estará na escola somente por um período da sua vida, permanecendo o resto da sua convivência no seio da sua família.”

   Para além da situação extrema do assassinato, muitas outras formas de violência vêm sendo apontadas, envolvendo familiares, vizinhos, colegas de trabalho ou servidores e gestores de instituições públicas como escola, universidade, forças armadas, hospitais, postos médicos, justiça, polícia, entre outros.  Pesquisas recentes sobre a violência que atinge LGBT dão uma idéia precisa sobre as dinâmicas mais silenciosas e cotidianas da homofobia, que englobam a humilhação, a ofensa e a extorsão.
   Em pesquisa realizada em 2006, pela Rede LGBT do Interior Fluminense,  em vários Municípios do Interior do estado do Rio de Janeiro,  revelou-se que 63% dos entrevistados já teriam sofrido algum tipo de agressão movida por preconceito, na maioria agressões verbais (74 %), porém 23% já teriam sido agredidos fisicamente por causa de sua orientação sexual . A maior parte dessas agressões teria acontecido em locais públicos (55%), mas a Escola (29%) também foi citada pelos entrevistados como local onde a homofobia deve ser combatida, 19% desses agressores eram colegas de escola ou professores.

   Os Vereadores da Cidade de São Pedro da Aldeia que votaram a favor desse projeto de lei envergonharam a nação brasileira, com sua conivência com o desrespeito à laicidade do Estado, com seu aval ao preconceito, com a mensagem de ridicularização da cidadania da população LGBT que endossaram e divulgaram para o mundo afora. Enquanto o Supremo Tribunal Federal dá uma lição de direitos humanos e cidadania para o mundo inteiro, ao julgar, tão somente nos preceitos da Constituição Federal, pelo reconhecimento efetivo da igualdade de direitos dos casais homoafetivos, os vereadores da Câmara Municipal de São Pedro da Aldeia expuseram para mundo sua mediocridade ignorante em compartilhar da mesquinharia do vereador Agnaldo Sodré, autor do referido projeto de lei.
   Aproveitamos para agradecer a todos(as) que deforma digna e cidadã  se posicionaram contrários à aprovação do projeto de lei.

   Também pedimos ao prefeito Carlindo Filho que vete esta excrescência homofóbica.

26 de Setembro de 2011
Rede LGBT do Interior Fluminense    
Tel:  (22)9937-4609  /  9212-4797
Grupo Cabo Free de Conscientização Homossexual
Título de Utilidade Pública Municipal Lei 1.999/07
CNPJ: 08.017.358/0001-39

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Câmara desiste de votar aumento de cadeiras

   A Câmara Municipal de São Pedro da Aldeia não deve colocar em pauta a proposta para alteração da Lei Orgânica sobre o número de cadeiras para as eleições de 2012.
   Segundo relato do presidente da Câmara (Aguinaldo Sodré) ao presidente do PT (Fofão),  ele teria desistido de colocar em votação a proposta de alteração da Lei Orgânica para aumento das vagas, de forma a manter as atuais 10 cadeiras no município (antes eram 15), reduzidas há alguns anos por determinação do TSE.

   São Pedro da Aldeia tem mais de 86 mil habitantes, segundo o censo de 2010 do IBGE, o que aumentaria para 17 cadeiras de acordo com a proposta de emenda parlamentar (PEC) correspondente.
   A maioria dos vereadores aldeenses não está nem um pouco preocupada com a representatividade da população na câmara. Melhor mesmo é dividir o orçamento anual de mais de R$ 4 milhões apenas entre 10 vereadores.
   Que tal também mudar o nome de "câmara de vereadores" para "câmara de muitos assessores"... e "banheiros", é claro!

sexta-feira, 4 de março de 2011

"Trem da Alegria" no Reino da Banheirolândia


Câmara aprova criação de 332 cargos sem concurso público...
por Marcos Salaibe                                                       acesse o link do blog clique aqui

   Na sessão de 03 de fevereiro, a Câmara de São Pedro da Aldeia aprovou mensagem do prefeito criando 332 cargos sem concurso público. Todos na área de saúde. Na mesma sessão, foram recusados requerimentos que solicitavam esclarecimentos sobre a situação da Saúde no Município.

   Isso significa que o prefeito pode contratar quem quiser, como quiser e nem dar nenhuma explicação. Os vereadores passaram um cheque em branco - às vésperas de um ano eleitoral.

   Somente votaram contra - e tentaram moralizar a situação - os vereadores Adalberto Amaral (PT), Jorginho (PTC) e Nicácio (PT do B). A bancada "governista" apenas fez seu papel: votou a favor da criação de cargos e contra quaisquer informações.

   O vereador Nicácio disse que "quando vierem me perguntar sobre concurso público, vou dizer para procurar o Kaká (vereador) e outros vereadores que votaram a favor desse projeto". Adalberto disse que faltou "bom senso" ao se criar os cargos.

   A verdade é que tudo soa muito estranho. 332 cargos sem concurso público! Onde esse pessoal todo vai ser lotado? Por que tanta gente? Não há médicos, enferemeiros e outros funcionários em São Pedro? Como, então, funcionam os postos de saúde? Para se ter uma ideia, a rede municipal de ensino conta com pouco mais de 500 professores - em trinta escolas. E há menos de 20 postos de saúde.

   O que esperar de tudo isso?


segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Obra na CMSPA espanta população aldeense


A população está boquiaberta com as obras na Câmara Municipal. A presidência da CMSPA resolveu quebrar a parede de vários gabinetes para juntá-los, diminuindo o número de 15 para 10 unidades, dotar esses gabinetes de um banheiro privativo, com chuveiro, para os vereadores e, por causa disso, construir um pequeno anexo para abrigar alguns departamentos antes existentes.


Para isso, a Câmara está gastando a quantia de R$ 331 mil (trezentos e trinta e um mil reais - ver foto da placa de obra), dinheiro arrecadado do povo aldeense. E tem mais: é preciso lembrar que:


1) O município aldeense passa por inúmeras dificuldades (falta de remédios, merenda e empregos)


2) Com a PEC que aumentou de 10 para 15 (ou 17) o número de vereadores, fazer uma obra que contempla a junção de salas para ampliação de apenas 10 gabinetes, é, no mínimo, falta de planejamento e responsabilidade. Em breve será necessário gastar mais para aumentar, novamente, o número de gabinetes da Câmara.


3) Nenhuma Câmara da região tem banheiros (exclusivos) nos gabinetes para seus vereadores. E, num município com um dos menores orçamentos per capita do estado, gastar mais de 10% do orçamento anual da Câmara para fazer a obra é muita falta de sensibilidade dos gestores e vereadores dessa casa.


4) O que pensam os vereadores que convivem com as obras todos os dias? Com a palavra, inicialmente, o vereador do PT, Adalberto Amaral (foto)...

Fotos das obras dos banheiros privativos com chuveiros e outras dependências