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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

"Trem Fantasma" de Carlindo na INTERVTV

Justiça determina a exoneração de 283 funcionários de cargos comissionados

Publicado em 08/09/2011 - 12:14:44
A prefeitura deve ser intimada ainda nesta quinta (8) e tem cinco dias para cumprir a determinação. Caso contrário, o prefeito pode ser multado em R$ 1.000 por dia.

do RJ INTER TV 1ª Edição

A Justiça Eleitoral determinou que a prefeitura de São Pedro da Aldeia exonere imediatamente 283 funcionários que estão em cargos comissionados. A ordem judicial ainda impede novas nomeações. A prefeitura deve ser intimada ainda nesta quinta-feira (8) sobre essa decisão da justiça e tem cinco dias para cumprir a determinação. Caso contrário, o prefeito Carlindo Filho pode ser multado em R$ 1.000 por dia.

 Os cargos foram criados no primeiro semestre deste ano. Na época, o prefeito de São Pedro da Aldeia, Carlindo Filho, alegou que a intenção era reforçar as áreas de saúde e a limpeza pública por causa dos danos causados pela chuva do início do ano.

A justificativa do prefeito era de que seria necessário suporte imediato às equipes de apoio que atuavam nas comunidades atingidas pela chuva. Mas, para o Ministério Público Estadual (MPE), essa criação em massa de cargos foi uma verdadeira farra. O MPE ainda afirma que o município não tinha sido castigado por chuvas fortes na época que a prefeitura pediu a aprovação dos cargos. Além disso, esses cargos não serviriam para remediar uma situação de calamidade. A prefeitura de São Pedro da Aldeia disse que ainda não recebeu nenhum comunicado da justiça.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Trem Fantasma de Carlindo faz sucesso na Globo News



   A reportagem da Globo News sobre o "Trem Fantasma" de São Pedro da Aldeia também faz sucesso no You Tube.

 A denúncia sobre a criação de 346 cargos em comissão no município com provimento de forma ilícita já é objeto de inquérito no Ministério Público Estadual. “Foi instaurado um procedimento investigatório, sob viés criminal”, informou o promotor Túlio Caiban Bruno.

  A contratação, sem concurso público, dos “Gasparzinhos”, como são conhecidos os “Fantasminhas Camaradas”, nomeados pelo prefeito Carlindo Filho, parece ter um só objetivo: esvaziar os candidatos a vereador dos partidos de oposição até o início de outubro, um ano antes das eleições municipais.
  Depois de outubro os candidatos a vereador não poderão mais trocar de partido e serão obrigados a ficar ao lado do prefeito se quiserem concorrer a uma vaga na câmara municipal.
  Com essa estratégia, utilizando o dinheiro do povo, Carlindo espera garantir um grande exército de candidatos a vereador nas eleições de 2012.
   A Globo News informa na reportagem acima o número de 346 cargos criados sem concurso público, porém, a prefeitura não imprime ou divulga os boletins oficiais (obrigatórios por lei) com todas as informações. Apenas alguns secretários e vereadores recebem os poucos boletins copiados na “máquina de xerox” terceirizadas na prefeitura.

   Os mesmos boletins que deveriam estar disponíveis na página da PMSPA, na internet, ou estão atrasados ou não podem ser visualizados. Até hoje, 31/08/2011, vários arquivos com boletins na página da PMSPA na internet ainda estão “vazios” ou “corrompidos” e não podem ser acessados. Para a prefeitura, transparência parece ser sinônimo de “caixa preta”, no fundo do mar.

   Entre os funcionários contratados , constam os nomes de vários pré-candidatos e ex-vereadores conhecidos, ou de seus parentes. É isso que a Justiça também deve investigar.

sábado, 30 de julho de 2011

O "coerente discurso" do prefeito Carlindo Filho finalmente é destaque na coluna do Ancelmo Gois, no Jornal O Globo


Fezes do povo
Deve ser piada. Mas circula de e-mail em e-mail entre políticos fluminenses que, outro dia, num discurso, o prefeito Carlindo Filho, de São Pedro da Aldeia, RJ, disse:
— Eu com a minha fé, e vocês com as suas fezes, tenho certeza que faremos uma cidade ainda melhor e maior!

Clik e veja aqui na coluna do Ancelmo on line também

terça-feira, 22 de março de 2011

Salineira abandona São Pedro novamente?


   Segundo informações de seus funcionários, a empresa de ônibus Salineira (Viação São Pedro) pode abandonar a qualquer momento (mais uma vez) a cidade de São Pedro da Aldeia.

   Operando de forma precária e provisória o transporte coletivo municipal desde 14/12/2009, a Viação São Pedro contava com apenas 12 ônibus para atender mais de 85 mil habitantes na cidade. Antes de 2009, a licitação vencida pela Viação Aldeense, obrigava a empresa de ônibus a ter 23 veículos para atender às seis linhas municipais. Veio a intervenção do atual prefeito e a Salineira foi contratada emergencialmente (sem licitação) por seis meses, com a promessa de Carlindo de licitar, até junho de 2010, uma empresa de ônibus municipal. Até hoje nada aconteceu. O número de ônibus caiu pela metade e a população teve que ficar mais tempo esperando no ponto.

   2011 chegou mas, tirando o aumento do preço da passagem municipal, de R$2,00 para R$2,30, tudo ficou na mesma. Os estudantes aldeenses continuam tendo que pagar passagem nas linhas municipais e o empresário responsável pela Viação São Pedro diz, ainda, estar prestando um favor à cidade pois, segundo ele, as linhas são deficitárias.

   Nesse tempo, o prefeito aldeense concedeu mais de 200 permissões a novos "taxistas" que puderam colocar seus veículos na praça e passaram a fazer concorrência à empresa de ônibus, com as "famosas" lotadas, cobrando R$ 2,50 por passageiro.

   O Ministério Público diz acompanhar a situação mas não se conhece qualquer atitude da justiça nessa questão. Da audiência pública em que Chico Bala foi apresentado como secretário municipal de transporte de São Pedro até pouco depois da falsificação da Ata da Câmara Aldeense não se tem notícia de movimentação significativa do inquérito do MP.


  Tudo indica que, em matéria de transporte coletivo, os aldeenses abandonados pelo prefeito, vereadores e pela Justiça, vão continuar a pé por muito tempo. Principalmente se não reclamarem seus direitos.

sexta-feira, 4 de março de 2011

"Trem da Alegria" no Reino da Banheirolândia


Câmara aprova criação de 332 cargos sem concurso público...
por Marcos Salaibe                                                       acesse o link do blog clique aqui

   Na sessão de 03 de fevereiro, a Câmara de São Pedro da Aldeia aprovou mensagem do prefeito criando 332 cargos sem concurso público. Todos na área de saúde. Na mesma sessão, foram recusados requerimentos que solicitavam esclarecimentos sobre a situação da Saúde no Município.

   Isso significa que o prefeito pode contratar quem quiser, como quiser e nem dar nenhuma explicação. Os vereadores passaram um cheque em branco - às vésperas de um ano eleitoral.

   Somente votaram contra - e tentaram moralizar a situação - os vereadores Adalberto Amaral (PT), Jorginho (PTC) e Nicácio (PT do B). A bancada "governista" apenas fez seu papel: votou a favor da criação de cargos e contra quaisquer informações.

   O vereador Nicácio disse que "quando vierem me perguntar sobre concurso público, vou dizer para procurar o Kaká (vereador) e outros vereadores que votaram a favor desse projeto". Adalberto disse que faltou "bom senso" ao se criar os cargos.

   A verdade é que tudo soa muito estranho. 332 cargos sem concurso público! Onde esse pessoal todo vai ser lotado? Por que tanta gente? Não há médicos, enferemeiros e outros funcionários em São Pedro? Como, então, funcionam os postos de saúde? Para se ter uma ideia, a rede municipal de ensino conta com pouco mais de 500 professores - em trinta escolas. E há menos de 20 postos de saúde.

   O que esperar de tudo isso?


domingo, 27 de junho de 2010

EXTRA! Iguaba Grande pode ter novo prefeito

Confusão na Região dos Lagos. O prefeito de Iguaba Grande, Oscar Magalhães, pediu sua desfiliação ao PSDB. Após assinatura do documento, "cairam" a ficha, e Oscar resolveu voltar atrás, dizendo não reconhecer sua assinatura no papel entregue ao partido. Marinheiro de primeira viagem, o político não imaginou que poderia perder o cargo, pois o mandato é do partido e não do cidadão Oscar.
O imbrólio está sendo analisado pela justiça. E muitas articulações já estão acontecendo. O que acontecerá? Aguardem os próximos capítulos...

domingo, 23 de agosto de 2009

2008 - Eleição a prefeito de São Pedro da Aldeia

Escrito em 5 de outubro de 2008

A eleição a prefeito de 2008 teve novas regras para, segundo a Justiça, tentar diminuir a influência do poder econômico. Se a proibição de out-doors, boca-de-urna e dos showmícios permitia que os candidatos sem recursos financeiros ficassem (teoricamente) em condições de igualdade nesses “quesitos”, quem dispunha de mais verbas pôde utilizar outras formas de propaganda como adesivamento de carros, placas diversas, bandeiras, carros de som, “pesquisas”, impressos (incluindo folhetos, santinhos, jornais e plano de governo), carreatas, programas eleitorais de rádio e TV, para divulgar suas mensagens e demonstrar a força e o peso de sua campanha aos eleitores. Destaca-se, positivamente, a campanha da Justiça Eleitoral no rádio e na TV sobre a importância do voto. Porém, ela não corrigiu a injustiça da permissão de participação do pleito dos candidatos ficha-suja.

Em São Pedro da Aldeia, a falta de TV, a audiência relativa das duas rádios locais, a falta de debates e os parcos recursos financeiros de pelo menos dois candidatos (12 e 13) garantiram a tranqüilidade das eleições, mas não permitiram à população conhecer devidamente as propostas, os conceitos e as questões fundamentais da disputa, fato que gerou uma certa apatia dos eleitores aldeenses com o pleito municipal.

As campanhas

Em todas as campanhas foi possível encontrar erros e falta de iniciativa das coligações em disputa. Vamos aqui apontar algumas das mais importantes, em nossa concepção. E, por participar da campanha de uma dessas coligações, creio ser possível avaliar, mais detalhadamente, a campanha do candidato Chumbinho 13.

A campanha do candidato do PMDB, Carlindinho 15, teve mais estrutura, recursos, maior volume, melhor comando e uma boca-de-urna descarada, garantida pela completa omissão do TRE. Apesar de sua coordenação ter cometido um erro conceitual grave, “por sorte” ele não foi muito explorado pelos seus adversários.

Uma importante pesquisa qualitativa feita pelo IBOPE para definir o conceito geral da campanha e o discurso do candidato 15 parece ter negligenciado a seleção das pessoas contratadas. Pessoas “comprometidas” com o candidato deram respostas irreais sobre o governo anterior do candidato e, outros contratados para a pesquisa, talvez com medo de retaliação, não tiveram coragem para falar o que realmente pensavam.

O resultado foi o infeliz slogan principal da campanha: “Carlindinho fez, Carlindinho faz” que abria a guarda para o seu principal ponto fraco e poderia ter jogado por terra todo o esforço da coligação Respeite São Pedro (outra denominação infeliz) caso os adversários soubessem explorar devidamente essa deficiência. Afinal, quem morou na cidade, de 1997 a 2000, sabe que Carlindinho fez um péssimo governo e foi considerado pela revista Isto é, em 2000, o segundo pior prefeito do Rio de Janeiro.

Inicialmente, Carlindinho não deu a importância devida ao rádio, repetindo alguns programas eleitorais onde lia seguidamente suas propostas de governo. Mas esse erro foi sanado parcialmente, depois, com a utilização dos programas e comerciais para tentar, inclusive, corrigir o erro conceitual primário de sua campanha, relatando as ações que ele “teria feito” em seu governo.

Comparando a música dos candidatos podemos dizer que tanto Carlindinho quanto Chumbinho conseguiram fazer os melhores jingles. Porém, a música de Carlindinho, ao bater constantemente o conceito de que “ele fez e que faz” dava margem a uma resposta (a conhecida música “não fez nada, não fez nada”, do Tiririca) que, porém, não foi, praticamente, utilizada pela campanha de Chumbinho, por conta de uma “dissidência na coordenação” que convenceu o candidato a evitá-la. Já a música de Iédio Rosa não conseguiu empolgar o povo e, por ter “a cara” do “PDT naftalina”, reforçou um conceito que ele deveria ter escondido e não ressaltado.

A Campanha de Iédio Rosa 12 (PDT) não deu a mínima importância aos programas eleitorais no rádio, o que foi um grave erro. O candidato fez apenas um único e monótono programa durante todo o período eleitoral que repetiu constantemente sua baixa qualidade, reforçando o conceito de um candidato obsoleto e avesso à tecnologia e à comunicação. De baixo custo de produção, os programas de rádio não poderiam ter sido negligenciados dessa maneira. De positivo, o corpo-a-corpo incansável do candidato do PDT, em busca do voto de seus antigos e possíveis novos eleitores.

A coordenação de Iédio Rosa demorou a perceber e “responder” a um dos conceitos da campanha de Chumbinho 13 que insistia no mote “candidato ficha-limpa”. Somente no final de setembro Iédio Rosa fez mensagem dizendo que ele também era ficha-limpa. Como Carlindo era o candidato ficha-suja e Chumbinho o ficha-limpa, para o povo, se Iédio não se dizia ficha-limpa perdia a oportunidade de se colocar diretamente contra Carlindinho e ainda deixava parecer que também tinha a ficha-suja.

A Campanha de Chumbinho 13 teve como conceito a “renovação” política (com responsabilidade e transparência). Tão importante quanto esse conceito era colar o nome de Chumbinho ao mais importante cabo eleitoral da atualidade: o presidente Lula, o que foi feito constantemente.

A reação de Carlindo foi anunciar o apoio do governador Sérgio Cabral que quebrou o acordo com o presidente e gravou um depoimento de apoio específico a Carlindo Filho.

A campanha de Chumbinho utilizou plenamente o rádio colocando no ar um programa eleitoral diferente a cada dia. Desde o início, os comerciais diários, de 30 segundos, negligenciados pelos outros candidatos, foram utilizados constantemente para divulgar os conceitos da campanha de Chumbinho 13. Um quadro cômico (Papo de Comadre), usando dois personagens (duas comadres), apresentou com humor os problemas das candidaturas de Carlindo Filho e Iédio Rosa, respectivamente apelidados de “nada-nada-fez” e “Tédio Rosado”.

Os erros que “custaram” a “derrota” de Chumbinho 13

Foram muitos os erros que comprometeram a campanha de Chumbinho.

1) “Parte da coordenação” convenceu o candidato a não exibir um vídeo contundente que mostrava de forma irrefutável o fiasco do governo Carlindo Filho de 1997 a 2000.

2) O candidato não quis contratar uma pesquisa para demonstrar o que já se sabia: Iédio Rosa estava em último lugar e Chumbinho seria a única opção para vencer Carlindo, fomentando o voto útil, decisivo para a sua vitória.

3) O candidato retirou das ruas a mensagem que dizia que Carlindo era ficha-suja e estava impugnado pela Justiça Eleitoral.

4) A música “não fez nada, não fez nada”, do Tiririca, também não foi utilizada por decisão do candidato e de uma “parte da coordenação” que evitava a todo custo carimbar o candidato do PMDB como ficha-suja.

Várias ações, ainda, foram abortadas por falta de experiência e ação, excesso de autoritarismo e prepotência do candidato Chumbinho, e também pela limitação de recursos ou emprego errado desses mesmos recursos que ficaram, de forma equivocada, sob a gerência única do candidato.

Apontamos, ainda, como errada a atuação de “parte da coordenação” que conseguiu evitar, o tempo todo, o ataque a Carlindo e insistiu no embate visceral a Iédio Rosa (movido por querelas pessoais) e que, inclusive, deu margem a processo criminal* contra o então candidato ficha-limpa, manchando o conceito construído desde o início da campanha.

(*o caso da carta contra Iédio Rosa “assinada” por Chumbinho)

À suposta “coordenação da campanha”, representada, principalmente, pelos presidentes dos cinco partidos faltou união, inteligência e ação para contornar o totalitarismo e o distanciamento do candidato que evitava participar das reuniões de campanha e “tomou para si” a gestão da fase final da campanha.

Meu palpite para o resultado: de um total de 51856 eleitores, tirando os ausentes (cerca de 15%) Carlindo deverá ser eleito com aproximadamente 17 mil votos, 41% dos votos válidos (se esses chegarem a 41 mil votos, excluídos os brancos e nulos).

Chumbinho deverá ser o segundo colocado com 35% dos votos válidos, aproximadamente 14 mil votos, e Iédio Rosa será o último colocado, com 24% dos votos, aproximadamente 10 mil votos.

Desde o início, os participantes da campanha de Chumbinho apostaram na renovação e na rejeição a Carlindo, como pontos que dariam a vitória ao candidato do PT. E garantiam, inclusive, que Chumbinho só perderia a eleição para ele mesmo.

E, ao final, foi exatamente isso que aconteceu. A inexperiência e a atitude desmotivadora e autoritária do candidato, a aplicação errada dos recursos financeiros, a inércia, a falta de visão e as ações “estranhas” de “parte da coordenação da campanha” fizeram Chumbinho chegar em segundo lugar.

Ricardo Cox - São Pedro da Aldeia, 05 de outubro de 2008.

O resultado oficial: Carlindo 16323 votos Chumbinho 14302 votos Iédio Rosa 9602 votos (40227 votos válidos)