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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Prefeitos com DILMA pela Região dos Lagos

  Reunidos na quarta-feira, 13/10, em São Pedro da Aldeia, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e vários políticos de Araruama, Arraial do Cabo, Cabo Frio, Búzios, Iguaba Grande, Saquarema e São Pedro da Aldeia criaram um comitê suprapartidário para atuar na campanha de Dilma Roussef e lutar pela continuidade do governo Lula.

  Após análise do 1º turno da eleição, os prefeitos de Búzios, Mirinho Braga e de Araruama, André Mônica, revelaram a preocupação com a interrupção dos grandes investimentos do governo federal, já programados em seus municípios, e apontaram como fundamental uma campanha que esclareça o eleitor da Região dos Lagos.


  “Temos que informar nossos cidadãos sobre a importância da continuidade do governo Lula. O contrário representará a falência da nossa região e do nosso Estado”, alertou André Mônica, prefeito de Araruama, que aguarda receber mais de R$ 30 milhões em obras do governo federal. Em seu depoimento, Mirinho Braga, mostrou sua preocupação com os mais de 31 milhões de investimentos federais destinados ao município e comentou sua experiência, como prefeito de Búzios, nos dois governos: PSDB (FHC e Serra) e PT (Lula). “O tratamento dos prefeitos no governo do PT deu de dez a zero no do PSDB. A população tem que se unir para defender o Rio de Janeiro e eleger Dilma neste 2º turno. O contrário será um desastre para as famílias da nossa região”, garantiu Mirinho.


  O ex-prefeito de Iguaba Grande, Hugo Canellas, também comentou sua experiência com os dois governos federais (PSDB e PT) e reiterou as palavras do prefeito de Búzios. “O presidente FHC e os ministros do PSDB não recebiam os prefeitos do Rio de Janeiro. Os investimentos federais só vieram para a nossa região com o governo Lula. E não podemos esquecer que o golpe que tirou nossos royalties começou com um projeto do candidato Serra. A população precisa refletir e garantir a eleição da Dilma, evitando a falência do nosso estado”, conclamou Canellas.


  Da mesma forma, o vice-prefeito de Arraial do Cabo, Reginaldo Leite e o vice-prefeito de São Pedro da Aldeia, Marquinhos da Trecu’s apontaram a preocupação dos prefeitos Andinho e Carlindo Filho com a interrupção dos investimentos federais em seus municípios, caso o candidato do PSDB seja eleito. Reginaldo lembrou a todos a preferência de FHC e de Serra pelos paulistas, em detrimento dos cidadãos fluminenses.
  O candidato a deputado, Cláudio Chumbinho (PT), ressaltou a necessidade de esclarecer as lideranças religiosas sobre as afirmações mentirosas contra a candidata do PT, disseminadas pela internet até as igrejas. “É muito importante que as comunidades, católica e evangélica, possam fazer sua opção consciente neste 2º turno. Só assim evitaremos uma catástrofe em nossa região e que, certamente, também atingirá em cheio as famílias que professam sua fé no Senhor Jesus”, acredita Chumbinho.


  Os candidatos a deputado Janio Mendes, Xico Pintado e Carlos Victor, afirmaram que Dilma é "sem sombra de dúvida" a melhor presidente para nossas cidades e que todos devem "ganhar" as ruas, imediatamente. “Não podemos perder um só momento ou oportunidade para esclarecer os eleitores do que está em jogo na Região dos Lagos”, alertou Carlos Victor.

  A coordenação operacional do comitê suprapartidário propôs uma agenda de atividades por município, que será divulgada tão logo seja confirmada a participação dos políticos convidados para os eventos. Várias reuniões, comícios, bandeiraços e caminhadas devem acontecer nas duas semanas que faltam para a eleição do dia 31 de outubro.

sábado, 24 de julho de 2010

Brasil ganha 10 milhões de eleitores

TSE aponta diminuição de eleitores com 16 e 17 anos e aumento de mulheres nas urnas
Por João Noé (O Dia/Terra)

Rio - O Brasil ganhou cerca de 10 milhões de eleitores entre 2006 e 2010, segundo estatísticas divulgadas ontem pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O acréscimo no número de votantes representou um aumento de 7,8% no eleitorado brasileiro durante o período. O TSE também apontou subida da porcentagem do voto feminino e do grau de instrução dos eleitores, enquanto há diminuição de eleitores com menos de 18 anos de idade.
De acordo com o TSE, o Brasil tinha 125,9 milhões de eleitores em 2006 e hoje conta com 135,8 milhões. Desse total, 70,3 milhões (51,82%) são mulheres. Há quatro anos, havia 64,8 milhões de eleitoras, que representavam 51,53%.

ESCOLARIDADE

O número de eleitores que chegaram, pelo menos, ao Ensino Médio também aumentou, de 42,4 milhões para 52,6 milhões representando um aumento de cerca de 24%.
A partipação dos jovens, porém, diminuiu. Em 2006 eles eram 2,55 milhões e representavam 2,03% do total. Em 2010, 2,39 milhões de eleitores com menos de 18 anos (1,76% do total) vão votar. Em quatro anos houve diminuição de 6,2% no número de jovens.
No estado do Rio, a queda foi ainda maior, de 7,6%. Enquanto em 2006 havia 112.526 eleitores com menos de 18 anos, hoje há 103.948. O número de jovens antes representava 1,03% do eleitorado fluminense, mas hoje equivale a 0,80% do total.
O número de eleitoras no Estado, entretanto, cresceu em 6,9%, de 5,77 milhões para 6,17 milhões. Com isso, a porcentagem das mulheres no total de fluminenses subiu de 53,01% para 53,27%. Já o total de eleitores cresceu 6,4%. Nas eleições de 2006, havia 10,8 milhões de eleitores fluminenses. Em outubro, serão 11,5 milhões. Desse total, 5,2 milhões (45,4%) chegaram pelo menos ao Ensino Médio.

Mudanças nos resultados

As mudanças no número de eleitores em todo o País também podem ser refletidas nos resultados das eleições de outubro. Para o presidente do Instituto Vox Populi, João Francisco Meira, as principais alterações no quadro político ocorrem por conta do aumento do número de eleitoras.
É natural que o número de mulheres votando aumente. No Brasil, historicamente sempre houve mais mulheres que homens. O que muda é que, normalmente, a mulher demora mais que o homem para se decidir sobre o seu voto. Não significa dizer que elas deixam para escolher o candidato na última hora, mas demoram mais para fazer a escolha”, explicou Meira.
Ele também contou que, por outro lado, a diminuição do número de jovens eleitores traz poucas mudanças nos resultados das eleições. “A diminuição do número de jovens mostra que a população brasileira está envelhecendo. No entanto, isso não traz grandes mudanças para eleições de candidatos a cargos executivos. O perfil do voto do jovem é mais claro nas eleições proporcionais”.

Região Metropolitana perde participação, mas mantém força

Os números do TSE também mostram que, apesar do crescimento da participação do interior no eleitorado fluminense, a Região Metropolitana continua tendo mais força. Enquanto, em 1994, cerca de 74% dos eleitores estavam na capital e nos municípios vizinhos, atualmente é de 72% a participação dessa área do Estado. A região que mais se reforçou foi a das Baixadas Litorâneas, que quase dobrou a participação.
Segundo o cientista político Nelson Rojas de Carvalho, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, em todo o País as capitais e regiões metropolinas são subrepresentadas no Congresso. “Há uma subrepresentação nas áreas urbanas e metropolitanas, onde a concorrência política é maior. Isso acaba acarretando uma votação mais fragmentada. No interior, a votação é mais oligarquizada e tende a ter representação maior”, explica o especialista.
O presidente do Instituto Brasileiro de Pesquisa Social (IBPS) e professor da Uerj, Geraldo Tadeu, ressaltou que tradicionalmente a Zona Sul do Rio e Niterói costumam ter votação diferente do restante da região, o que tende dividi-la. “Para vencer nas eleições majoritárias, para o Governo e o Senado, é preciso percorrer todo o Estado”, explica.
Nas últimas eleições, a região que teve seu peso mais reforçado foi a das Baixadas Litorâneas. A área engloba a Região dos Lagos e municípios vizinhos, que atraem eleitores pela indústria do petróleo. A cidade que mais incrementou seu eleitorado foi Rio das Ostras, que tinha, em 1994, cerca de 13,5 mil votantes e saltou para 61,8 mil. No período, Cabo Frio subiu de 65,4 mil para 124 mil. Segundo Geraldo Tadeu, essa migração favorece o surgimento de novos políticos e de eventuais surpresas nas urnas. (Michel Alecrim)

http://odia.terra.com.br/portal/brasil/html/2010/7/brasil_ganha_10_milhoes_de_eleitores_97612.html